Em comunicado oficial, Browne disse que Londres aceitou o pedido de Washington para utilizar a base da Força Aérea Britânica (Royal Air Force, RAF) em Menwith Hill, no condado de North Yorkshire.
Segundo o ministro, o Governo americano instalará na base da RAF equipamentos que “permitirão a recepção de advertências de satélites sobre lançamentos de mísseis potencialmente hostis e passarão esses dados às autoridades do Reino Unido e dos EUA”.
Segundo ele, “a informação será enviada, também, ao sistema de defesa de mísseis balísticos dos EUA, para ser utilizada em resposta a qualquer ataque com míssil contra os EUA”. Com a colaboração, ressaltou Browne, “estamos construindo uma futura proteção para nossos cidadãos”.
A decisão foi tomada após um acordo prévio com a Administração americana. Este tinha como objetivo atualizar um sistema de radar da base da RAF em Fylingdales, no norte da Inglaterra, que também fará parte do escudo antimísseis.
Os planos de Washington causaram polêmica na Rússia, que reagiu negativamente contra a idéia americana de instalar elementos do escudo na Polônia e na República Tcheca. No entanto, o Executivo americano afirma que seu projeto será apenas uma forma de proteção contra “Estados rebeldes”, como o Irã e a Coréia do Norte, apesar de Moscou ver o escudo como uma ameaça a seu território.
A esse respeito, o grupo britânico Campanha pelo Desarmamento Nuclear (CND, em inglês) acusou hoje o Governo do Reino Unido de “avivar tensões na Europa a fim de lutar contra uma ameaça que não existe”.
“Este sistema totalmente desnecessário não protegerá ninguém e ameaçará todos, porque oferecerá aos EUA a possibilidade de atacar com impunidade e sem temor ou represália”, disse a presidente do CND, Kate Hudson.