O ministro de Assuntos Exteriores britânico, nurse David Miliband, page pediu hoje a libertação do líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) do Zimbábue, pharm Morgan Tsvangirai, que foi detido hoje em plena campanha eleitoral em seu país.
O opositor foi o mais votado no primeiro turno das eleições presidenciais no país.
“O Governo britânico está muito preocupado com a detenção de Morgan Tsvangirai e outros membros-chave da oposição”, disse Miliband em comunicado oficial.
“A história de violência e intimidação contra a oposição é uma mancha ao Zimbábue”, ressaltou o chefe da diplomacia britânica, ao exigir que o líder do MDC seja “libertado imediatamente”.
“O segundo turno das eleições (presidenciais) é a oportunidade do Zimbábue para se salvar. Deve haver igualdade de oportunidades para que ambos os partidos façam campanha sem empecilhos”, acrescentou o titular de Exteriores.
Tsvangirai foi detido hoje enquanto percorria Zimbábue, próximo da realização do segundo turno das eleições presidenciais, em 27 de junho, nas quais enfrentará o presidente do país, Robert Mugabe, líder do partido União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF).
No primeiro turno das eleições, realizado em 29 de março, Mugabe concorria à reeleição. O presidente é acusado de violar os direitos humanos e políticos de seu país e de manipular a apuração no pleito.
A Comissão Eleitoral do Zimbábue (ZEC) anunciou em 2 de maio que Tsvangirai tinha obtido no primeiro turno 47,9% dos votos, contra 43,2% de Mugabe, e que era necessária uma segunda rodada, já que nenhum candidato superava 50% dos votos necessários para uma maioria direta.
Se a tendência do primeiro turno se repetir e o apoio político a Tsvangirai se repetir, o líder do MDC poderia ser o favorito para vencer a segunda rodada do pleito.
Pela primeira vez desde que assumiu o poder, em 1980, Robert Mugabe terminou segundo em eleições presidenciais.