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Reino Unido exibe toda a sua pompa para visita de Estado de Trump

Cerimônia no Castelo de Windsor ocorre longe de protestos em Londres; encontro com primeiro-ministro Keir Starmer está previsto para o último dia da viagem

Redação Jornal de Brasília

17/09/2025 12h53

Foto: KIRSTY WIGGLESWORTH/AFP

Foto: KIRSTY WIGGLESWORTH/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi solenemente homenageado pela monarquia britânica no Castelo de Windsor nesta quarta-feira (17), no primeiro dia de sua visita oficial ao Reino Unido, longe de Londres e dos protestos contra ele.

Trump e sua esposa, Melania, que chegaram a Londres na noite de terça-feira, foram recebidos ao desembarcar do helicóptero que os transportou da capital pelo príncipe e princesa de Gales, William e Kate, e pelo rei Charles III e a rainha Camilla.

Salvas de canhão, procissão de carruagens com os monarcas e uma cerimônia militar marcaram o início desta segunda visita de Estado do presidente americano, após a realizada em 2019, durante seu primeiro mandato.

Trump inspecionou uma guarda de honra no pátio do castelo em uma cerimônia militar inédita, com a presença de cerca de 1.300 membros do exército britânico.

– Duas noites em Windsor –

Trump passará as duas últimas noites de sua visita no Castelo de Windsor, uma das residências da monarquia britânica, a menos de 40 km de Londres.

“Dizem que o Castelo de Windsor é o máximo, então vai ser ótimo”, disse Donald Trump antes de sua partida de Washington.

Após um almoço privativo com os dois casais reais, Donald e Melania Trump depositarão flores no túmulo da rainha Elizabeth II, falecida em setembro de 2022, na Capela de São Jorge, no castelo.

Um sobrevoo, com uma combinação de caças britânicos e americanos, assim como a patrulha acrobática Red Arrows, precederá um banquete real com cerca de 150 convidados.

Charles e Camilla ofereceram ao presidente americano a bandeira britânica que tremulou sobre o Palácio de Buckingham no dia de sua posse, 20 de janeiro.

Donald e Melania Trump presentearam os monarcas com uma réplica de uma espada pertencente ao ex-presidente dos EUA, Dwight D. Eisenhower, relembrando “a parceria histórica que foi decisiva para a vitória na Segunda Guerra Mundial”, segundo um comunicado do Palácio de Buckingham.

Nos dois últimos dias da visita de Trump, todos os eventos serão realizados a portas fechadas, longe de multidões, devido à sua impopularidade no Reino Unido.

Uma manifestação para protestar contra a presença de Trump no Reino Unido está marcada para esta quarta-feira em Londres, sob a vigilância de mais de 1.600 policiais.

Também nesta quarta-feira, dezenas de curiosos e manifestantes se reuniram nas ruas ao redor do Castelo de Windsor.

“É normal que um presidente venha ao Reino Unido, e devemos dar as boas-vindas a Donald Trump”, disse à AFP Charlene Bryan, que chegou de Londres. “Mas é triste que o público não possa vê-lo”, lamentou a funcionária de creche.

Não muito longe dela, uma faixa dizia: “Vergonha do governo por convidar o ditador Trump”.

“Trump é um líder terrível e não o queremos em nosso país”, afirmou Helen, que preferiu não revelar seu sobrenome.

Na terça-feira, o grupo “Led by Donkeys” (Liderados por Burros, em tradução livre), que critica políticos com campanhas muitas vezes humorísticas, conseguiu projetar imagens de Trump e do agressor sexual Jeffrey Epstein em uma torre de Windsor.

O caso Epstein vem obscurecendo há semanas a presidência de Trump, que era um amigo próximo de longa data do financista.

– Encontro com Starmer –

A questão também esteve na agenda do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que demitiu seu embaixador em Washington, Peter Mandelson, após a revelação de seus laços estreitos com Epstein.

Trump não visitará Londres no último dia de sua visita, quinta-feira. Em vez disso, ele viajará para Chequers, a cerca de 70 km da capital, para se encontrar com Starmer na residência oficial do primeiro-ministro.

O governo trabalhista britânico, economicamente debilitado e em meio a uma crise política, busca usar esta visita para anunciar diversos acordos.

Entre eles, está um investimento significativo de 30 bilhões de dólares (R$ 159 bilhões, na cotação atual) da empresa americana Microsoft.

A farmacêutica britânica GSK anunciou, nesta quarta-feira, um investimento de 30 bilhões de dólares ao longo de cinco anos nos Estados Unidos, principalmente em pesquisa e desenvolvimento.

© Agence France-Presse

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