O rei Abdullah II da Jordânia emitiu nesta quarta-feira um decreto para aprovar o novo Governo do recém-nomeado primeiro-ministro Marouf al-Bakhit, constituído após a renúncia do Gabinete anterior no último dia 1º, pressionado pelos protestos no país.
Segundo a agência de notícias estatal “Petra”, os ministros do antigo Executivo, liderado por Samir al-Rifai, que se mantêm no cargo são Nasser Judeh (Exteriores), Saad Srour (Interior) e Mohammad Abu Hammour (Finanças).
No novo Gabinete, Bakhit incluiu figuras de esquerda e vinculadas ao pan-arabismo, como o editor-chefe do diário independente “Al Arab Al-Youm”, Taher Aduan, designado ministro de Estado para Assuntos de Comunicação.
Além disso, o conhecido colunista Tareq Masarweh estará à frente do Ministério da Cultura, enquanto o presidente da Associação de Advogados Jordaniana, Hussein Megali, foi eleito ministro da Justiça.
O grupo Irmandade Muçulmana da Jordânia e seu braço político, a Frente de Ação Islâmica (FAI), rejeitaram se unir ao novo Executivo e preferiram permanecer na oposição para garantir reformas genuínas para dissolver o Parlamento e organizar eleições limpas.
Na carta de nomeação de Bakhit no último dia 1º, o monarca ressaltou a importância de empreender “reformas políticas e econômicas”, sobretudo, para emendar a controvertida lei eleitoral.
A FAI, maior partido da Jordânia, decidiu boicotar as eleições legislativas de 9 de novembro. Ela considerou o fracasso do Governo no momento de adotar uma nova norma eleitoral que assegurasse uma representação proporcional.
Além disso, a FAI, políticos independentes e analistas locais expressaram dúvidas sobre a capacidade de Bakhit de iniciar as reformas, já que esteve à frente do Governo durante as eleições de 2009, que, segundo a oposição, foram fraudadas.