O monarca espanhol disse que o país caribenho pode contar “com todo o apoio da Espanha e a solidariedade dos espanhóis” e transmitiu seu “mais profundo pesar” pelos numerosos danos do terremoto.
Juan Carlos I fez estas declarações na recepção anual que oferece aos membros do corpo diplomático credenciado na Espanha, com a presença da rainha Sofía – que há um ano viajou ao Haiti, para levar a cooperação espanhola – e o príncipe de Astúrias, Felipe, e sua esposa, Letizia Ortiz.
Ao saudar os representantes dos diferentes países, a família real espanhola falou com a embaixadora haitiana, Yolette Azor-Charles, para expressar condolências e o apoio a seus compatriotas.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. O primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, cifrou o número de mortos em “centenas de milhares”.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.