A Autoridade de Serviços Financeiros (FSA, em inglês) britânica apresentou hoje propostas destinadas a estabelecer normas mais estritas na concessão de hipotecas, para que só as recebam quem tiver capacidade para devolvê-las.
Com estas propostas, que serão submetidas a consulta pública antes de entrar em vigor, as entidades financeiras britânicas que concederem créditos deverão verificar a renda das pessoas que solicitarem empréstimo hipotecário.
Assim, a FSA quer evitar que se repita a bolha imobiliária que permitiu a concessão de muitos créditos sem estabelecer corretamente que pudessem ser devolvidos.
O setor financeiro terá prazo de até 30 de janeiro de 2010 para fazer comentários sobre este plano.
O diretor-executivo da FSA, Hector Sants, disse hoje à “BBC” que é necessária uma nova norma.
O plano não chega a proibir a concessão de hipotecas por 100% ou 125% do capital, como aparentemente preferia o primeiro-ministro, Gordon Brown, mas este tipo de produto financeiro será vigiados de perto, devido ao risco de falta de pagamento.
Segundo os especialistas, estas propostas refletem uma mudança para um sistema de regulação mais intervencionista.
Com o plano, as entidades que fazem empréstimos serão as responsáveis por avaliar a capacidade de pagamento do consumidor.
A decisão de transferir o peso da responsabilidade dos cidadãos aos bancos significará que estes não poderão contar com ajuda pública se caírem em dívidas “podres” e ficar comprovado que não fizeram as devidas comprovações de solvência.