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Regime birmanês quer ter armas nucleares com ajuda russa e norte-coreana

Arquivo Geral

02/08/2009 0h00

A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) dispõe de duas plantas de processamento de urânio construídas com tecnologia russa e norte-coreana, que fazem parte de seu programa para levantar um reator nuclear com fins militares, segundo testemunhos de desertores recolhidos hoje pela imprensa tailandesa.

De acordo com a investigação realizada durante dois anos pelo especialista australiano em assuntos asiáticos de segurança Desmond Ball, publicado parcialmente pelo jornal “Bangcoc Post”, o objetivo do regime birmanês é que esse reator nuclear possa produzir uma bomba em 2010.

A investigação se apoia nos testemunhos facilitados por um ex-oficial das Forças Armadas birmanesas e o ex-contador da companhia local Htoo Trading, que realiza contratos de construção para o Governo militar.

A Htoo Trading é propriedade do multimilionário birmanês Tay Za, quem mantém uma estreita relação com o chefe da Junta Militar, o general Than Shwe.

Os dois exilados na Tailândia asseguram que o urânio é extraído em dez minas situadas em diferentes pontos de Mianmar.

Antes de ter capacidade para fabricar armas nucleares, o Governo militar de Mianmar, um dos países mais pobres da Ásia, planeja construir uma planta para processar plutônio em Naung Laing, na região central do país.

Em maio de 2007, o Governo birmanês assinou com o russo um memorando de entendimento sobre a construção de um reator experimental alimentado com urânio.

O ministro birmanês de Assuntos Exteriores, o general Nyan Win, assegurou aos chefes da diplomacia da Ásia, Estados Unidos, União Europeia e outros países, que seu Governo cumprirá a resolução adotada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, que proíbe, entre outros aspectos, qualquer cooperação em matéria nuclear com o regime de Pyongyang.

A relação entre os regimes norte-coreano e birmanês tornou-se pública em julho de 2003 por causa da chegada a Mianmar de 20 técnicos enviados por Pyongyang.

Os militares birmaneses constroem com ajuda de Pyongyang uma extensa rede de túneis blindados e refúgios com fins militares em várias áreas do país, segundo imagens e documentos filtrados recentemente à imprensa estrangeira.

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