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Mundo

Refugiados que vivem no único campo de Jerusalém convivem com tragédia diária

Arquivo Geral

15/05/2010 10h22

Cercados pelo muro de concreto israelense e pela desesperança diante de um futuro incerto, os palestinos que residem no único campo de refugiados de Jerusalém convivem diariamente com sua particular “Nakba” (Tragédia).

Hoje, 15 de maio, os palestinos estão de luto em memória à tragédia que para eles representou o estabelecimento do Estado de Israel em 1948, o exílio forçado e a perda de seus lares, sem que por enquanto haja perspectivas de solução para os milhões de refugiados e seus descendentes.

Em Shuafat, como em todos os campos de refugiados ao longo e da Cisjordânia, Faixa de Gaza, Líbano, Jordânia e Síria, será lembrada a efeméride 62 anos depois, para que geração após geração não esqueçam uma das questões fundamentais do conflito no Oriente Médio, considerada o marco histórico da causa palestina.

Estabelecido em 1966 pela Agência da ONU para o Socorro aos Refugiados Palestinos (UNRWA) para abrigar mais de 300 refugiados da guerra de 1948, Shuafat foi então a solução interina para aquelas famílias de deslocados que haviam saturado o campo de Mascar, que ficava no bairro judaico da cidadela antiga de Jerusalém.

Atualmente, Shuafat é um grande espaço onde se aglomeram cerca de 20 mil pessoas (15 mil são refugiados) e rodeado por enormes muros de concreto de oito metros de altura.

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