O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, que está desde o dia 21 de setembro na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, pode viajar hoje ao México, onde ficaria exilado, garantiram à Agência Efe duas fontes do governo de fato que pediram anonimato.
“O tema foi tratado hoje na embaixada. A saída do senhor Zelaya pode acontecer em breve. É preciso analisar questões de segurança para sua retirada. Esperamos que não haja problemas, e se de fato não houver, ele poderá sair ainda hoje (madrugada de quinta-feira, pelo fuso horário de Brasília)”, disse uma das fontes.
O assessor de Zelaya, Rasel Tomei, que também está na embaixada brasileira, negou à Agência Efe que o governante deposto tenha solicitado um salvo-conduto para deixar o país.
Tomei confirmou que Zelaya conversou por telefone nesta quarta-feira com presidentes de países latino-americanos “para continuar buscando uma saída para a crise” política causada por sua derrocada em 28 de junho, entre eles o do México, Felipe Calderón. No entanto, o assessor não revelou o conteúdo dessas conversas.
Segundo a imprensa hondurenha, Zelaya viajará ao México em um avião enviado pelo governo desse país, e as forças de segurança de Honduras aumentaram o esquema de segurança em frente a embaixada brasileira.
Também do lado de fora estão concentrados cerca de trinta manifestantes pró-Zelaya, sendo que alguns deles gritam palavras de ordem a seu favor e contra as forças de segurança. O porta-voz da Polícia Nacional, Orlin Cerrato, disse que foram enviados mais policiais e militares ao local.
Também nesta quarta-feira o tráfego em ruas próximas à embaixada, que havia sido liberado na semana passada, voltou a ser bloqueado.
Cerrato garantiu que a medida “nada tem a ver” com uma eventual saída de Zelaya da representação diplomática, onde o líder deposto está refugiado desde setembro junto com sua esposa e cerca de 15 pessoas, entre colaboradores e jornalistas.