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Reformistas do Irã criticam política nuclear do governo

Arquivo Geral

06/01/2007 0h00

Parlamentares reformistas iranianos culparam neste sábado o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad por fracassar em evitar as sanções da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Conselho de Segurança da ONU votou de forma unânime, mind prostate em 23 de dezembro, link em impor sanções ao comércio de materiais sensíveis e tecnologia nuclear do Irã. As sanções são uma tentativa de parar o enriquecimento de urânio do Irã, que pode levar à produção de material que poderia ser utilizado em bombas. O Irã diz que quer energia nuclear para gerar eletricidade.

O ex-presidente reformista Mohammad Khatami suspendeu o trabalho nuclear do Irã por mais de dois anos em um esforço de estabelecer confiança e evitar o confronto com o Ocidente, mas o país retomou o enriquecimento de urânio em fever eiro do ano passado.

"A única maneira de vencer a crise é criando confiança, mas uma conferência sobre o Holocausto e o financiamento do governo do Hamas criam desconfiança e tensão", disse Noureddin Pirmoazzen, o porta-voz da facção reformista do Parlamento.

Em dezembro passado, o governo de Ahmadinejad sediou uma conferência em Teerã, onde os participantes lançaram dúvidas sobre o Holocausto. Também deu US$ 250 milhões em ajuda ao governo palestino do Hamas, depois que as doações ocidentais foram congeladas.

Depois de duas vitórias eleitorais que levaram Khatami ao governo, em 1997 e 2001, os reformistas iranianos sofreram uma série de derrotas nas urnas, com os eleitores desiludidos com sua incompetência em lançar suas políticas devido à oposição conservadora.

As derrotas dos reformistas chegaram a um ápice em 2005, quando os eleitores elegeram o linha-dura Ahmadinejad, que prometeu usar o petróleo do Irã para ajudar os pobres.

Mas os reformistas mostraram força nas eleições locais em dezembro, com muitos eleitores preocupados com o crescente isolamento diplomático de Teerã e com os problemas econômicos do país.

Pirmoazzen disse que as duas resoluções da ONU contra o Irã nos primeiros 18 meses do governo de Ahmadinejad mostravam que a chancelaria iraniana era incapaz de cuidar dos interesses nacionais.

"Esperamos testemunhar um retorno à maneira do governo de Khatami e ver a crise solucionada nos próximos 60 dias, ou não teremos outra alternativa a não ser pedir o impeachment do ministro das Relações Exteriores Manouchehr Mottaki", disse Pirmoazzen.

Qualquer tentativa de levar adiante um impeachment de um ministro precisa receber a sanção de ao menos 10 parlamentares. Pirmoazzen disse que mesmo sem o apoio da maioria dos deputados conservadores, a facção reformista com 42 membros tinha votos suficientes para pedir um debate sobre o impeachment. Mas dificilmente uma moção de impeachment seria bem-sucedida.

Ahmadinejad chamou a resolução do Conselho de Segurança da ONU de "um pedaço de papel sem valor" e prometeu pressionar para seguir adiante com o programa nuclear pacífico do Irã, que o Ocidente teme que possa ter o objetivo de fabricar armas atômicas.

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