A economia do Reino Unido começou a sair da recessão, mas o ritmo do crescimento será lento e duro no próximo ano, segundo advertiu hoje a Confederação da Indústria Britânica (CBI, sigla em inglês).
A CBI estima que o crescimento da economia britânica se situará em 0,3% entre julho e setembro deste ano, frente ao trimestre anterior, enquanto aumentará em 0,4% entre outubro e dezembro.
No entanto, a situação no primeiro trimestre de 2010 será difícil, com um crescimento estimado de 0,1%, acrescentou.
De acordo com a confederação, os consumidores farão as despesas que têm programadas antes do próximo mês de janeiro, quando voltará a subir o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA), após o corte disposto no ano passado para fazer frente à recessão britânica.
O Governo decidiu em 2008 recortar o IVA de 17,5% a 15%.
O diretor-geral da CBI, Richard Lambert, indicou que não parece haver perspectivas de um grande crescimento em 2010.
“A perspectiva está melhorando já que o Reino Unido se fortalece pelo alívio quantitativo (injeção de dinheiro no mercado financeiro), uma libra débil e uma recuperação econômica global”, indicou o responsável da confederação industrial.
“Apesar do crescimento este trimestre deveria marcar o fim da recessão, as condições no Reino Unido serão ainda duras por algum tempo”, acrescentou Lambert.
Além disso, a confederação calcula que o desemprego pode chegar aos três milhões de desempregados no segundo trimestre de 2010, frente aos atuais 2,47 milhões, o nível mais alto em 14 anos.
A CBI acredita que a despesa dos consumidores será limitada pelos temores sobre o desemprego.