Segundo a agência local “Mehr”, o primeiro assistente do presidente, Mojtaba Hashemi Samare, deu a informação na noite desta sexta-feira após um ato religioso celebrado em Teerã.
No meio deste mês, Ahmadinejad – que ainda não tomou posse de seu novo mandato após as controversas eleições de junho – anunciou as primeiras mudanças em seu gabinete, num gesto considerado “apressado” por seus próprios aliados.
Durante uma visita a Mashhad, no nordeste do Irã, Ahmadinejad nomeou Mashai, um velho amigo de colégio, como o primeiro vice-presidente, o que provocou críticas entre os conservadores.
Os clérigos do Parlamento islâmico do Irã anunciaram na quarta-feira passada que pediriam ao líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, a demissão de Mashai.
As polêmicas declarações do então primeiro vice-presidente, que chamou o povo israelense de amigo do Irã, provocaram a reação dos clérigos de Qom, que pediram sua saída, enquanto Ahmadinejad o defendeu e disse que tais declarações eram posturas do Governo.
Agora, segundo opositores, o presidente iraniano terá que enfrentar a falta de legitimidade em seu novo Governo.
Para alguns deles, a polêmica da nomeação de Mashai e sua renúncia sob a ordem do líder supremo, é um ato teatral da linha dura no Irã para desviar a atenção da opinião pública da crise política que afeta atualmente o Irã.