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Mundo

Rebeldes tuaregs declaram cessar-fogo no norte do Mali

Arquivo Geral

25/03/2008 0h00

Os rebeldes tuaregs do norte do Mali declararam cessar-fogo na região de Kidal, pilule para facilitar as negociações para libertar os dois turistas austríacos seqüestrados pela organização Al Qaeda para o Magrebe Islâmico (AQMI), remedy segundo anunciou hoje Hassan Fagaga, um de seus líderes.

Na sexta-feira passada, ocorreram duros enfrentamentos entre os tuaregs e as tropas do Exército malinês em Kidal, que deixaram oito mortos, entre eles três militares e cinco civis.

Nessa ação, os rebeldes capturaram 30 membros do Exército.

“Demos ordem para encerrar toda e qualquer atividade militar na região onde supostamente se encontram os reféns”, declarou hoje Fagaga.

O porta-voz do Ministério de Exteriores austríaco, Peter Launsky, havia expressado no domingo seus temores de que os enfrentamentos no norte do Mali pudessem afetar os contatos com os seqüestradores.

“Decidimos participar dando uma oportunidade para as negociações, que estão atualmente em curso”, afirmou o chefe rebelde tuareg, que indicou que “não está em condições de revelar o local exato onde se encontram os dois reféns”.

Os dois turistas austríacos foram seqüestrados em 22 de fevereiro, quando visitavam o deserto tunisiano. Após percorrer milhares de quilômetros, seus seqüestradores os levaram ao norte do Mali, para a região de Kidal.

Em um novo comunicado divulgado ontem, a AQMI anunciou o prolongamento, até o dia 6 de abril, do ultimato dado ao Governo austríaco para que satisfaça suas reivindicações.

“Dizemos à opinião pública austríaca e às famílias dos reféns que, se o Estado austríaco se interessa pela vida de seus cidadãos, tem uma ultima oportunidade para preservar a vida dos dois”, afirma a mensagem, que responsabiliza Áustria, Tunísia e Argélia pelo que pode vir a ocorrer.

O porta-voz do Ministério de Exteriores austríaco declarou hoje que a manutenção da reivindicação de libertar militantes da AQMI presos na Argélia e na Tunísia atrapalha o andamento das negociações.

“São exigências que a Áustria não pode satisfazer, já que concernem à soberania de outros países”, disse, explicando que as autoridades de seu país estão “em continuo contato” com os seqüestradores, e que os reféns se encontram em bom estado de saúde.



 

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