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Mundo

Rebeldes muçulmanos negam estar por trás do sequestro de missionário irlandês

Arquivo Geral

15/10/2009 0h00

O maior grupo separatista das Filipinas, a Frente Moura de Libertação Islâmica (FMLI), negou hoje que tenha em seu poder ao missionário irlandês Michael Sinnott, de 78 anos, sequestrado no domingo passado no sul do arquipélago.

Além disso, a direção dos rebeldes se ofereceu para ajudar a encontrar o religioso, que foi visto em várias ocasiões durante os últimos dias em zonas supostamente controladas pela FMLI.

O Exército afirma que Sinnott foi sequestrado por ordem do pirata Guingona Samal, chefe de um grupo de extorsão que atua na província de Lanao do Sul na ilha de Mindanao, e descartou a hipótese de Abu Sayyaf, vinculado ao grupo terrorista da Al Qaeda.

Além disso, preocupa o estado de saúde do missionário, de avançada idade e operado de coração em 2006.

Sinnott é o terceiro sacerdote irlandês sequestrado nas Filipinas ao lado de Desmond Hartford (1997) e Rufus Halley (2001), enquanto o último religioso capturado no país foi o italiano Giancarlo Bossi, libertado após 40 dias de cativeiro em 2007.

Fundado em 1984, a FMLI é a maior organização separatista do país com mais de 12 mil militantes, que lutam por um Estado islâmico independente no sul, remetendo aos sultanatos malaios.

Em teoria mantém um cessar-fogo com o Governo desde 2003, mas em quase quatro décadas de conflito étnico, religioso e tribal ocasionaram milhares de mortos e cerca de dois milhões de refugiados em uma das áreas mais pobres do arquipélago.

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