A República Dominicana e o Haiti fecharam um acordo hoje para que toda a ajuda destinada ao socorro do país, devastado por um terremoto em 12 de janeiro, será canalizada nos portos e aeroportos dominicanos, segundo fontes oficiais locais.
O ministro da Fazenda dominicano, Vicente Bengoa, informou que as autoridades de seu país iniciarão a construção de uma estrada que unirá a cidade de Jimaní à capital haitiana de Porto Príncipe, já que a atual via foi bastante danificada pelo terremoto de 7 graus na escala Richter.
“Os portos e aeroportos do Haiti estão destruídos ou muito danificados pelo terremoto, por isso foi determinado que toda a ajuda internacional entre pelo território dominicano”, afirmou o funcionário, que participou hoje do encontro entre as autoridades dos dois países em Jimaní.
Bengoa disse que a República Dominicana construirá 12 quilômetros de estrada Jimaní-Porto Príncipe, e a comunidade internacional será responsável pelo restante da via.
“A ajuda ao Haiti não vai terminar, porque o incidente foi de grandes proporções”, afirmou o ministro, que revelou que seu país destinou até o momento US$ 20 milhões à nação vizinha.
Afirmou que as alfândegas dominicanas levantaram “todos” os requisitos burocráticos para o ingresso de produtos e serviços de ajuda humanitária em direção ao Haiti.
Revelou que a Refinaria Dominicana de Petróleo enviará nos próximos dias ao Haiti 420 mil galões de gasóleo e outros 460 mil galões de gasolina doados pela Venezuela.
A República Dominicana e Haiti ocupam o território da ilha Hispaniola, no centro do Caribe.
No último dia 12, um terremoto de 7 graus na escala Richter atingiu o Haiti. Seu epicentro foi localizado a apenas 15 quilômetros da capital do país, Porto Príncipe.
Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti.