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RD do Congo e Ruanda assinarão acordo de paz em 27 de junho

A região leste da República Democrática do Congo, rica em recursos naturais e que faz fronteira com Ruanda, sofre com a violência há três décadas

Redação Jornal de Brasília

18/06/2025 22h40

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Soldados da Força de Defesa Nacional da África do Sul (SANDF) fazem fila para registrar suas presenças ao chegarem à Base Militar de Tempe, em Bloemfontein, em 14 de junho de 2025, após sua retirada do leste da República Democrática do Congo, onde haviam sido destacados como parte da Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral na RDC (SAMIDRC). As tropas sul-africanas destacadas no leste da República Democrática do Congo, assolado pelo conflito, como parte de uma missão regional, começaram a se retirar em 12 de junho de 2025 e os primeiros devem retornar para casa em 13 de junho de 2025, informaram as autoridades. (Foto de Phill Magakoe / AFP)

Delegados da República Democrática do Congo e de Ruanda selaram um acordo de paz que será assinado formalmente no dia 27 de junho, segundo um comunicado conjunto divulgado nesta quarta-feira (18) em Washington.

A região leste da República Democrática do Congo, rica em recursos naturais e que faz fronteira com Ruanda, sofre com a violência há três décadas. Nos últimos meses, a crise se intensificou com a tomada das grandes cidades de Goma e Bukavu pelos rebeldes do M23, que retomaram sua ofensiva no fim de 2021.

O documento, que se baseia em uma declaração de princípios assinada em abril, “inclui disposições sobre o respeito à integridade territorial e a proibição de hostilidades” no leste da República Democrática do Congo, de acordo com o texto divulgado pelo Departamento de Estado americano em nome dos três países e do Catar, que também atua como mediador

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, estará presente na assinatura em Washington no final deste mês, informa o comunicado.

O acordo foi alcançado após três dias de “diálogo construtivo sobre interesses políticos, de segurança e econômicos” entre autoridades da República Democrática do Congo e de Ruanda na capital norte-americana.

O texto também inclui cláusulas sobre “desvinculação, desarmamento e integração condicional de grupos armados não estatais”.

O grupo armado antigovernamental M23, que segundo especialistas dos Estados Unidos e da ONU recebe apoio militar de Kigali, lançou uma ofensiva relâmpago no início do ano no leste da República Democrática do Congo.

O M23 tomou o controle de Goma no final de janeiro, seguido pela cidade de Bukavu, e implantou estruturas de governo nas regiões sob seu domínio. Milhares de pessoas morreram.

No mês passado, Ruanda havia anunciado que um acordo de paz definitivo seria assinado com seu vizinho em meados de junho em Washington.

Kigali nega oferecer qualquer apoio militar ao M23, mas afirma que sua segurança está ameaçada há muito tempo por grupos armados atuantes no leste da República Democrática do Congo, em especial as Forças Democráticas de Libertação de Ruanda, fundadas por ex-líderes hutus ligados ao genocídio de tútsis em 1994.

© Agence France-Presse

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