O líder de Cuba, discount ampoule Fidel Castro, this recupera-se de forma satisfatória e gradual da cirurgia a que foi submetido recentemente, afirmou na sexta-feira Raúl Castro, irmão dele, ao dar as primeiras declarações desde que assumiu o comando do país, no dia 31 de julho.
Mas, na entrevista de três páginas publicada pelo jornal Granma, do Partido Comunista da ilha, Raúl não deu qualquer pista sobre quando ou como seu irmão, que completou 80 anos no domingo, voltará ao poder.
O presidente interino, um general de 75 anos, assegurou que, em Cuba, há um clima de "absoluta tranqüilidade" e que "dezenas de milhares" de reservistas foram convocados para responder a uma eventual investida militar dos Estados Unidos.
"Ninguém deve duvidar de que, enquanto permanecermos assim, nenhum inimigo poderá nos derrotar", afirmou ao Granma. Fidel viu-se obrigado a, pela primeira vez em quase 50 anos de governo, abrir mão do controle sobre Cuba devido a uma cirurgia intestinal de emergência que fez alguns temerem pela vida dele.
"A natureza física e mental extraordinária dele mostrou-se essencial para sua recuperação satisfatória e gradual", acrescentou Raúl na entrevista ao jornal. A TV estatal de Cuba mostrou, no domingo, imagens de Fidel deitado em uma cama, rindo e fazendo piada ao lado de Raúl e do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, seu maior aliado.
O presidente interino, que assumiu o comando do Conselho do Estado, das Forças Armadas e do Partido Comunista, chamou atenção para a calma com que os 11 milhões de cubanos aceitaram o afastamento do homem que os governava ininterruptamente desde a vitória da revolução em 1959.
"No país, reina um clima de absoluta tranqüilidade. A mesma tranqüilidade com que nosso povo se comporta nos momentos difíceis", afirmou à publicação. Raúl comparou a reação dos cubanos vista agora com a atitude adotada durante a Crise dos Mísseis, em 1962, quando os EUA e a União Soviética estiveram à beira de uma guerra nuclear devido à instalação de foguetes soviéticos na ilha.
Nas ruas de Havana, as palavras do atual dirigente não pareceram surpreender ninguém. "Isso mostra que tudo está bem amarrado", afirmou José, de 63 anos, enquanto lia o jornal em um ponto de ônibus. A mensagem, afirmou Dámaso, de 49 anos, operário da construção civil, é de que, apesar da ausência de Fidel, nada de novo aconteceu. "Tudo está normal. Foi assim que sempre aconteceu. Tudo continua da mesma forma", afirmou