Medina substitui Francisco Soberón, que, segundo um comunicado oficial, foi “liberado” pelo Conselho de Estado do cargo que desempenhou durante quase 15 anos “com lealdade e honestidade, da mesma forma que a maioria dos ministros que foram substituídos em março”.
No dia de março, Raúl Castro anunciou a reestruturação governamental mais profunda dos últimos 15 anos na ilha, que incluiu a destituição de oito ministros e quatro vice-presidentes.
Entre eles estavam o vice-presidente Carlos Lage e o ministro das Relações Exteriores Felipe Pérez Roque.
Segundo o comunicado, Soberón, de 65 anos, pediu para ser substituído no comando do Banco Central, como membro do Comitê Central do governante Partido Comunista, como membro do Conselho de Estado e como deputado.
A versão oficial sustenta que, após 48 anos de trabalho, Soberón quer “realizar o velho sonho de se dedicar a escrever e investigar sobre finanças internacionais, pondo seus resultados à disposição do Partido e do Governo”.
Medina é economista, presidia até agora o Banco Financeiro Internacional, também do Estado, e por 35 anos desempenhou diferentes cargos de direção no sistema bancário cubano.