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Mundo

Raúl Castro fixa prazo para fim de igualdade salarial em Cuba

Arquivo Geral

11/06/2008 0h00

O Governo de Raúl Castro deu até agosto para todas as empresas cubanas começarem a aplicar o pagamento dos trabalhadores por resultados, pills o que significará o fim do “igualitarismo” salarial que imperou na ilha durante décadas.

O jornal oficial “Granma” informa hoje que “as empresas que não estão em aperfeiçoamento têm até agosto para ajustar e redesenhar seu sistema de pagamento por resultado”, unhealthy como parte de um processo que Raúl Castro iniciou em 2007 durante a Presidência interina do país, malady que durou de julho de 2006 a fevereiro deste ano.

“No geral, houve uma tendência a que todo o mundo receba o mesmo e esse igualitarismo não é conveniente”, indicou o vice-ministro de Trabalho e Seguridade Social, Carlos Mateu Pereira, ao jornal do Partido Comunista de Cuba.

A medida responde à política do Governo de Raúl Castro de implantar um sistema de retribuição proporcional aos resultados sem limite salarial, que favoreça os índices de produtividade no país e a eficiência empresarial.

O pagamento será realizado em função do rendimento produtivo e da qualidade no caso dos serviços.

O vice-ministro indicou que, “às vezes, há muito paternalismo” ao pagar a todos os trabalhadores da mesma forma.

Ele acrescentou que, com a “correta implementação” desta resolução, “se cumprirá o princípio socialista de distribuição, onde cada um recebe de acordo com a sua contribuição, ou seja, o pagamento por quantidade e qualidade”.

Em 2007, Raúl Castro promoveu uma reordenação empresarial para estender a aplicação das fórmulas salariais do modelo de “aperfeiçoamento”.

Este sistema de gestão, que introduz critérios de qualidade e rigor no manejo de contas, capital humano, inovação e outros elementos, foi estabelecido há 20 anos pelas Forças Armadas e há nove começou a ser ampliado a algumas companhias fora desse âmbito.

O “Granma” lembra hoje que o novo regulamento geral sobre as formas e sistemas de pagamento, aprovado este ano pelo Ministério do Trabalho cubano, estabelece que os trabalhadores ligados à produção de bens e serviços “não têm limite no salário”.

O objetivo desta resolução “é uniformizar a política salarial entre as empresas em aperfeiçoamento empresarial e as que não estão neste processo” e fornecer “uma ferramenta que ajude a obter melhores resultados produtivos e de serviços”, indica o jornal.

Esta semana, o primeiro vice-presidente cubano, José Ramón Machado Ventura, reivindicou em uma assembléia provincial do Partido Comunista “não ter medo dos altos salários e aplicar a experiência onde quer que seja possível, sempre e quando se traduza em resultados concretos”.

Raúl Castro, presidente de Cuba desde fevereiro deste ano, insistiu em que, para aumentar os salários, que em média são de 408 pesos cubanos ao mês (US$ 17), é preciso produzir mais e aumentar a eficiência.


 

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