O presidente de Cuba, Raúl Castro, afirmou neste sábado em discurso que é necessário que o país e seus dirigentes corrijam os erros cometidos porque, caso contrário, será como afundar a revolução e o esforço de gerações inteiras.
“Ou retificamos ou afundaremos (…) o esforço de gerações inteiras”, alertou Castro perante a Assembleia Nacional de Cuba.
Durante o discurso de mais de duas horas, Castro propôs uma revisão dos erros cometidos no país, foi crítico com as más interpretações do socialismo e anunciou uma atitude exigente com todos os dirigentes frente ao processo de reformas que enfrenta a ilha.
O líder chegou a advertir que quem mente “deve ser removido por definitivo e não temporariamente do cargo que ocupa” e inclusive ser afastado do Partido Comunista.
O presidente cubano enfatizou que os acordos do Governo devem cumprir-se e insistiu que repetir erros põe em jogo “a vida da revolução”.
O governante citou seu irmão e ex-presidente Fidel Castro em várias ocasiões e questionou metas econômica não cumpridas nas últimas décadas.
“Faltou coesão, organização e coordenação entre o Partido e o Governo”, indicou o general Castro, que anunciou que no próximo ano serão analisados métodos de trabalho do Partido Comunista de Cuba.
“O Partido deve dirigir e controlar e não interferir nas atividades do Governo”, ressaltou.
Durante a revisão de alguns dos principais erros cometidos nas últimas cinco décadas na ilha, Castro assinalou que vários dos problemas atuais tiveram sua origem em medidas de distribuição que implantaram o igualitarismo.