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Mundo

Rasmussen propõe conectar sistemas antimísseis dos EUA, Rússia e Otan

Arquivo Geral

18/09/2009 0h00

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, propôs hoje “explorar” possibilidades para conectar os sistemas antimísseis dos EUA, da Aliança e da Rússia, país ao qual pediu “um novo começo” nas relações bilaterais baseado no “realismo” de ameaças comuns, como a proliferação nuclear.

“Nossas nações e forças no terreno vão ser cada vez mais vulneráveis aos ataques com mísseis de outros países”, disse Rasmussen, em seu primeiro grande discurso após ser eleito secretário-geral da Otan, centrado nas relações com Moscou.

Um dia depois do anúncio dos EUA de suspensão dos planos para instalar um escudo antimísseis no Leste Europeu, que era percebido como uma ameaça pela Rússia, Rasmussen insistiu em que “a proliferação de tecnologia de mísseis balísticos não é só uma preocupação para os países aliados, mas também para a Rússia”.

Considerou que há um “interesse partilhado” na prevenção da proliferação de armas de destruição em massa e seu transporte, já que, “se a Coreia do Norte mantiver seu poder nuclear e o Irã obtiver o mesmo, seus vizinhos podem se sentir tentados a seguir seu exemplo”.

Em discurso posterior, o secretário-geral da Otan esclareceu que quis dar “um sinal político muito claro” que, a seu entender, “depois que as condições técnicas e políticas forem as adequadas”, deve se caminhar para a “integração, ou pelo menos a cooperação” dos sistemas antimísseis das potências mencionadas.

Segundo ele, o objetivo deve ser “uma arquitetura de segurança euroatlântica na qual a Rússia se veja refletida”.

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