Ramos Horta disse que a falta de rapidez na intervenção impediu os soldados da ONU, liderados pela Austrália, de deter os autores dos atentados nos quais ele ficou gravemente ferido e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, escapou ileso.
“Se as tropas internacionais tivessem atuado com mais rapidez, teriam conseguido fechar as estradas, cercar a cidade, enviar helicópteros e capturar os rebeldes”, disse o líder timorense, segundo a imprensa australiana.
No entanto, Ramos Horta afirmou que não guarda rancor das tropas australianas, e explicou que elas apenas agem a pedido das Nações Unidas.
O ministro da Defesa australiano, Joel Fitzgibbon, reiterou que as tropas de seu país atuam sob as ordens da ONU e do Governo timorense.
Fitzgibbon assegurou que após se baleado, Ramos Horta não se encontrava em condições de julgar como responder de forma adequada à situação.
O presidente timorense se recupera na cidade australiana de Darwin e tem a intenção de voltar a seu país em um mês.