As autoridades iraquianas impuseram o toque de recolher na cidade de Ramadi, capital da província de Al-Anbar, após o duplo atentado contra a sede do Governo provincial, no qual 23 pessoas morreram, enquanto continua a confusão em torno do que aconteceu com o governador.
Fontes policiais disseram que o duplo atentado – o primeiro cometido com um carro-bomba junto ao edifício do Governo e o segundo, por um guarda-costas do governador que detonou a carga de explosivos que tinha presa ao corpo – feriu 57 pessoas.
Entre as vítimas, está o chefe do Governo provincial de Al-Anbar, Mohammed Qasim, que, segundo o vice-chefe governamental, Dari al-Arsan, ficou ferido na segunda explosão, quando se dirigia para o local do primeiro atentado.
No entanto, as notícias sobre o destino do governador continuam confusas, depois que, em um primeiro momento, fontes da Polícia informaram sobre a morte da autoridade.
Responsáveis das forças de segurança não quiseram fazer declarações sobre esta questão e se limitaram a afirmar que o anúncio da morte poderia provocar distúrbios.
Este é o atentado mais sangrento no Iraque após a série de atentados de 8 de dezembro, na qual 127 pessoas morreram e 450 ficaram feridas em Bagdá.
A província de Al-Anbar, de maioria sunita, transformou-se no maior reduto do grupo terrorista Al Qaeda, após a queda do regime de Saddam, em 2003, até que seus membros foram expulsos com a ajuda das tribos locais.