A chefe da diplomacia dos Estados Unidos, what is ed Condoleezza Rice, acredita que o país tem problemas em superar o racismo por um “defeito de nascimento” na criação nacional, que negou aos negros as mesmas oportunidades dos brancos.
“Os afro-americanos foram parte da população fundadora” dos EUA, disse Rice em entrevista publicada hoje no jornal “The Washington Times”.
“Os afro-americanos e os europeus vieram aqui e fundaram juntos este país, os europeus por escolha e os africanos acorrentados, essa não é uma realidade muito agradável para nossa criação”, acrescentou.
Rice disse em reunião com repórteres e editores do jornal que como resultado dessa situação “os descendentes de escravos careceram de vantagens desde o início” e disse crer que as conseqüências dessa situação ainda podem ser percebidas.
“Esse defeito de nascimento faz com que seja difícil enfrentá-lo (o racismo), difícil falar sobre isso e difícil para nos dar conta de que ainda tem relevância para quem somos hoje”, destacou.
A raça se transformou em um tema de destaque nas eleições deste ano, nas quais o senador democrata por Illinois Barack Obama deseja se transformar no primeiro presidente negro dos EUA.
Rice evitou falar das eleições, mas se aprofundou no tema das tensões raciais que ainda persistem, embora também tenha destacado que houve um “enorme progresso”, permitindo que uma pessoa como ela seja a chefe da diplomacia americana.
“Não é fácil para os Estados Unidos lidar com a questão de raça”, explicou Rice, afirmando que membros de sua família tiveram que enfrentar “terríveis humilhações”.
Durante sua extensa entrevista ao jornal americano, Rice se mostrou contrária a boicotar os Jogos Olímpicos na China em resposta à repressão no Tibete e o mal histórico do país na defesa dos direitos humanos.
Indicou que a melhor política é seguir trabalhando com Pequim para obter um avanço nessa frente.
Afirmou que as principais prioridades do presidente George W. Bush, antes do fim de seu mandato, são solucionar o conflito entre Israel e Palestina, finalizar a desnuclearização da península norte-coreana e melhorar a situação no Iraque e Afeganistão.
A secretária de Estado empreende hoje uma nova viagem ao Oriente Médio na qual visitará Israel e Jordânia e com a qual tratará de dar um novo impulso ao processo de paz entre Israel e Palestina.
Bush deve visitar a região em meados de maio por ocasião do 60º aniversário da criação do Estado de Israel.