Umberto Bossi, líder da Liga Norte e membro do Governo do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, declarou nesta terça-feira que se chegarem imigrantes da Líbia “os mandaremos à Alemanha e França”, perante a possibilidade que cidadãos líbios tentem alcançar as costas da Itália pela instabilidade política.
“Enquanto não chegam, vamos esperar que não cheguem”, disse Bossi ao ser questionado pelos jornalistas sobre a postura da Itália perante a situação da incerteza que atravessa a Líbia. “Esperamos ordens da Europa”, assegurou.
O ministro da Defesa, Ignazio La Russa, assegurou, no entanto, que já foram localizados três estabelecimentos militares nos quais se poderiam abrigar futuros imigrantes que chegarão da Líbia e Magrebe, instalações que seriam controladas por militares italianos.
Perante a situação de máxima alerta no norte da África, o ministro do Interior da Itália, Roberto Maroni, decidiu convidar seus colegas europeus do Mediterrâneo a reunir-se na quarta-feira em Roma para abordar o possível aumento de fluxo de imigrantes do norte da África rumo a Europa.
O aumento no fluxo de imigrantes ilegais em direção à ilha de Lampedusa registrado no fim de semana dos dias 11 a 13 de fevereiro fez com que o Governo italiano decretasse o “estado de emergência humanitário” no sul da Itália e que exigisse à União Europeia a convocação urgente de um Conselho Europeu do mais alto nível.
Itália pediu, além disso, à Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) que se destinem 100 milhões de euros para enfrentar a emergência e um novo papel operacional do Frontex, a agência europeia das fronteiras, para que disponha de meios próprios para controlar os limites fronteiriços.