A “BBC” ofereceu desculpas ao Conselho Muçulmano do Reino Unido por um comentário em um programa de debates de que esta organização estimularia o assassinato de soldados britânicos.
O comentário foi feito no programa “Question Time” pelo ex-diretor do jornal “Daily Telegraph” Charles Moore, this site que falava da manifestação de rejeição com a qual um pequeno grupo de muçulmanos respondeu recentemente em Luton (cercanias de Londres) a um desfile de boas-vindas de um regimento procedente do Iraque.
No protesto, os manifestantes muçulmanos levavam cartazes nos quais se lia “Soldados, açougueiros de Basra” e “Soldados ingleses: criminosos, assassinos e terroristas”.
Moore afirmou no programa que por causa desse protesto tentou sem sucesso entrar em contato por diversas ocasiões com o Conselho Muçulmano britânico para perguntar a seus responsáveis se condenam o assassinato e o sequestro de soldados britânicos no Iraque e Afeganistão.
“Eles não o condenam. Não fazem isso porque estas guerras são em países muçulmanos. Fazem algo que é perfeitamente compreensível ao se opor à guerra. É algo perfeitamente legítimo. Mas dão um passo além; de fato, dizem que é bom, que é algo islâmico assassinar ou seqüestrar soldados britânicos”, declarou o jornalista.
O Conselho Muçulmano criticou estes comentários e solicitou à direção da “BBC” um pedido de desculpas.
A emissora aceitou em comunicado que os comentários foram “injustos” e os qualificou como parte do espírito de um programa de debate que é livre e dinâmico.
“Às vezes, isto faz com que não se faça justiça a pessoas que não estão presentes e que não podem expressar seu ponto de vista”, afirmou.
O jornal nacionalista “Daily Mail” informa em sua edição de hoje que a “BBC” ofereceu, além das desculpas, um pagamento de 30 mil libras (US$ 48.500), mas o Conselho Muçulmano exige que a desculpa seja publica, através do principal canal da emissora.