O Quênia anunciou, nesta quarta-feira (14), um segundo caso de ebola no país — um familiar do paciente zero —, mas afirmou não ter detectado “nenhum contágio” em larga escala.
Segundo um comunicado do Ministério da Saúde, o paciente de 39 anos, que era um contato monitorado e já estava em quarentena, foi colocado em isolamento após apresentar sintomas como “febre, cansaço e dores nas articulações”, característicos do ebola. Posteriormente, ele testou positivo para a doença.
A detecção “precoce” aumenta as chances de cura e limita os riscos de transmissão, ressaltou o ministério, indicando que não houve “nenhum contágio” do vírus em larga escala no país.
As autoridades quenianas anunciaram, em 6 de outubro, a morte, ocorrida na véspera em um hospital de Nairóbi, de um queniano residente na República Democrática do Congo (RDC).
Tratava-se do primeiro caso e também da primeira morte decorrente dessa doença na história do país do leste da África.
Desde então, o ministério identificou 128 contatos do primeiro paciente, apontou o relatório.
Desses, 113 foram localizados e 108 colocados em quarentena no Quênia, mas ainda não foi possível localizar 15 contatos.
Cinco desses casos estão no exterior e as autoridades sanitárias dos respectivos países foram notificadas, segundo o ministério.
A República Democrática do Congo enfrenta sua décima sétima epidemia de ebola, sendo a mais letal de sua história, uma vez que não existe vacina para a atual variante Bundibugyo.
Nesse país da África Central, foram registrados mais de 9.000 casos, dos quais cerca de 4.300 foram fatais, informaram na terça-feira as autoridades da RDC.
AFP