A imprensa do Irã celebrou hoje o golpe que os republicanos do presidente George W. Bush sofreram nas eleições nos Estados Unidos, viagra dosage doctor mas previu que isso vai apenas moderar, web e não mudar radicalmente, price a política exterior norte-americana.
Um jornal disse que os democratas são tradicionalmente próximos de Israel, inimigo do Irã, o que se torna um fator com potencial de colocar mais pressão sobre países da região. O Irã, que sofre pressão para suspender seus trabalhos nucleares, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a eleição de terça-feira nos EUA, em que os democratas retomaram o controle da Câmara dos Deputados e possivelmente do Senado.
Mas o Iran-News, publicado em inglês, escreveu que "a maioria dos americanos finalmente alinhou-se ao restante do mundo ao rejeitar as pol íticas irresponsáveis, militaristas, arrogantes, beligerantes e totalmente desestabilizantes do governo Bush".
Ele advertiu, contudo, contra esperanças em relação a "um mar de mudança na política externa americana". O jornal conservador Siyasat-e Rouz concordou. "Quanto ao Irã e a outros opositores das políticas americanas ao redor do mundo, haverá mudanças tangíveis, mas como os republicanos ainda estão no poder na Casa Branca, não podemos classificar de grande mudança na política exterior da América".
Outros comentaristas classificaram o resultado de tapa na cara do governo Bush pela invasão e ocupação do Iraque. O Irã pede a saída das tropas dos EUA. Os EUA buscam uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) com sanções duras contra o Irã devido a seu programa atômico, que Teerã insiste ser destinado à produção de eletricidade. Washington não descartou aç ão militar se a diplomacia fracassar.
Alguns jornais destacaram que Bush vai estar agora muito ocupado em disputas internas e que não poderá considerar ações militares no exterior. "O governo Bush terá que tomar medidas mais cautelosas e, em vez de criar guerra pelo mundo, terá que lutar politicamente com os democratas", disse o jornal radical Kayhan.
A saída do secretário de Defesa dos Estados Unidos, unhealthy Donald Rumsfeld, pharm tornará mais fácil ao presidente George W. Bush fazer mudanças de rumo no Iraque, e alguns analistas acham que agora é mais provável uma retirada gradativa das tropas norte-americanas.
Como mentor da guerra que depôs Saddam Hussein, Rumsfeld simbolizava uma política muito criticada devido à incessante violência no Iraque. Esse foi um dos principais fatores por trás da vitória da oposição democrata nas eleições de terça-feira.
A substituição de Rumsfeld pelo ex-diretor da CIA Robert Gates sinaliza uma mudança de direção. Gates é membro do Grupo de Estudos do Iraque, uma comissão bipartidária que deve apresentar nas próximas semanas um relatório com propostas de alternativas estratégicas para o Iraque.
Uma das propostas, segundo analistas, deve ser a de retirar gradualmente os 152 mil soldados norte-americanos no Iraque. "O fato não só de Rumsfeld ter saído, mas de Gates entrar, me diz que vocês verão algum tipo de retirada gradativa", disse Lawrence Korb, que foi secretário-assistente de Defesa no governo Ronald Reagan.
Segundo Korb, a redução gradual "mostraria aos iraquianos que os Estados Unidos não vão ficar lá para sempre". Até agora, as autoridades dos EUA diziam que as tropas permaneceriam no Iraque enquanto isso fosse necessário para conter a violência e treinar as tropas locais.
Loren Thompson, do Lexington Institute, disse que "não há dúvida de que o tamanho do comprometimento norte-americano no Iraque será reduzido, a única questão é qual o cronograma desse encolhimento". Embora esteja demissionário desde quarta-feira, Rumsfeld permanece no cargo até que Gates seja confirmado pelo Senado.
A situação da segurança no Iraque vem se deteriorando desde a invasão, e muitos analistas acham que agora os EUA não têm mais boas opções. No melhor cenário antevisto por eles, a violência é parcialmente controlada. No pior, o Iraque mergulha em uma guerra civil total.
"Rumsfeld está deixando as forças dos EUA no Iraque numa situação em que não se pode vencer", disse Thompson. Defensores da retirada gradual dizem que isso incentivaria o governo iraquiano a assumir mais responsabilidades de segurança e a promover a conciliação entre facções em conflito.
Mas Tom Donnelly, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, disse que, embora as forças dos EUA tenham melhorado sua capacidade de combater a insurgência, ninguém apresentou por enquanto um bom plano para lidar com a violência sectária entre sunitas e xiitas, a maior preocupação no momento.
Ele sugeriu que as autoridades norte-americanas "aceitem o fato de que há uma guerra civil e descubram quem querem que seja vitorioso nessa guerra civil". Para o analista, é ingênuo pensar que Gates terá uma estratégia militar vitoriosa por ter sido especialista em inteligência e segurança nacional. "Ele não é uma cara com antecedentes de defesa", disse Donnelly. Para o analista, as principais decisões serão mesmo de Bush, comandante-chefe das Forças Armadas.