Pelo menos quatro policiais morreram e um ficou ferido hoje na república russa da Inguchétia em um atentado a bomba contra um automóvel do Ministério do Interior local.
“Aconteceu uma potente explosão contra um jipe da Polícia inguche perto da Casa de Cultura de Nazran – antiga capital da República da Inguchétia”, remedy informaram fontes das forças de segurança da região, remedy que faz divisa com a Chechênia, à agência de notícias oficial “Itar-Tass”.
A fonte acrescentou que foram encontrados equipamentos de explosivos e um controle remoto em um carro estacionado nas proximidades do acidente.
A Inguchétia é uma república autônoma no Cáucaso Norte e faz parte da Federação Russa. Segundo versões preliminares, a explosão equivaleria a dois quilos de TNT.
“Não ficou nem rastro do carro da Polícia”, declarou outra fonte citada pela agência “Interfax”.
Fontes do Ministério do Interior tinham informado anteriormente à “Itar-Tass” que os policiais morreram devido à colisão entre o jipe da Polícia e um de turismo no centro de Nazran.
“Previsivelmente, um dos automóveis levava um bujão de gás”, afirmou. O Ministério do Interior da Rússia lançou nessa república, em meados deste mês, uma operação especial contra terroristas e extremistas.
O objetivo da operação era acabar com os atos de violência que sacudiram recentemente a república inguche e “garantir a segurança e a ordem pública”. Além dos soldados das forças de segurança republicanas, participam da operação aproximadamente 2,5 mil membros do Ministério do Interior, que foram desdobrados nas últimas horas por todo o território.
No final de julho, o assessor da Presidência inguche, Vakha Vedjiev, morreu após ser baleado no automóvel em que viajava para Karabulak, cidade situada no norte da república cerca de 40 quilômetros da fronteira administrativa com a Chechênia.
As repúblicas da Inguchétia e do Daguestão, no Norte do Cáucaso, se transformaram nos últimos meses num cenário de numerosos atos de violência. Na Chechênia a situação parece ter se normalizado.
Segundo a imprensa russa, a propagação do terrorismo em outras repúblicas do Cáucaso é, em boa parte, uma resposta aos abusos cometidos pelos serviços secretos e militares da Rússia na sua caça frenética a “extremistas islâmicos”.
Em junho de 2004 dezenas de guerrilheiros islâmicos tomaram Nazran por uma noite, matando quase 100 militares e policiais.
O falecido comandante da guerrilha chechena, Shamil Bassayev, reivindicou a autoria desta operação, quando os separatistas se apoderaram de quase mil fuzis automáticos.
Grande parte deste arsenal foi utilizada em setembro de 2004 durante a tomada de reféns na escola de Beslan (Ossétia do Norte, vizinha), que terminou com um total de 331 mortos