Segundo um comunicado do procurador, os suspeitos serão interrogados pela Polícia local devido à suposta responsabilidade no ataque, que deixou cinco mortos e 67 feridos. Quatro das vítimas fatais eram estudantes de um centro universitário próximo ao local, enquanto 30 dos feridos são soldados, passageiros de um ônibus militar, que era o principal alvo do carro-bomba, detonado por meio de controle remoto.
As principais autoridades políticas e militares da Turquia reiteraram a determinação de lutar contra o terrorismo.
Na noite de quinta-feira, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que o ataque atribuído ao ilegal Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) não fará com que o Governo deixe de lutar contra o terrorismo com a mesma determinação.
O chefe do Estado-Maior turco, Yasar Büyükanit, viajará hoje para Diyarbakir e se reunirá com os responsáveis do destacamento militar local, para expressar seu apoio e reiterar que a luta contra o terrorismo do PKK continuará em qualquer circunstância, publicou a imprensa local.
Hoje, todos os jornais turcos destacam em suas primeiras páginas o ataque da quinta-feira, ocorrido no centro de Diyarbakir, próximo de um hotel cinco estrelas e de um centro comercial. O ataque foi condenado por todos os partidos políticos, inclusive pelo pró-curdo Partido de Sociedade Democrática (DTP), considerado muito próximo ao PKK.
O prefeito de Diyarbakir, Osman Baydemir, do DTP, disse que o ataque é “inaceitável” e condenou o ato, “seja quem for o responsável”. Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado. No entanto, se dá como certo que o responsável foi o PKK, no que poderia ser uma resposta aos ataques recentes do Exército turco contra as bases do grupo no norte do Iraque.