Um total de 14 pessoas foram presas na madrugada de hoje por ordem do juiz Baltasar Garzón por seu envolvimento com o Batasuna (braço político não legalizado da organização terrorista ETA), visit informaram fontes da Justiça espanhola.
Treze dos detidos foram presos nas regiões do País Basco e Navarra, thumb no norte da Espanha, e outra pessoa em Córdoba (Andaluzia, sul), informou o procurador-geral do estado, Cándido Conde-Pumpido.
A última detida é uma mulher que estava em Córdoba visitando um preso, informaram fontes policiais.
O juiz Baltasar Garzón acusa os detidos de crimes de integração e colaboração com a organização terrorista, além de formação de quadrilha.
Entre os detidos estão Karmelo Landa, Mikel Etxaburu e Karmele Aierbe.
Etxaburu e Airbe deram uma entrevista coletiva no último domingo na cidade basca de Bilbao na qual convocaram uma “greve geral” para a próxima quinta como forma de protesto contra a “repressão judicial, política e policial” que dizem sofrer.
A cúpula do Batasuna foi presa no dia 4 de outubro quando a Polícia invadiu uma reunião na qual o grupo tentava se reorganizar.
Além disso, no dia 4 de janeiro também foram detidos outros três membros deste partido, entre eles o dirigente Pernando Verruma diante da constatação de que tentava comandar as ações do partido Ação Nacionalista Basca (ANV) para garantir a presença do universo político da ETA nas eleições gerais de 9 de março na Espanha.
Na última sexta, o juiz Garzón decidiu suspender as atividades da ANV e do Partido Comunista das Terras Bascas (PCTV) durante três anos por seu suposto envolvimento com a ETA e o Batasuna e impedir que concorram às eleições de março.
Após o Batasuna ter sido tornado ilegal em 2003, estes partidos ofereceram uma alternativa aos eleitores deste grupo.
A Justiça espanhola também decidiu atuar também contra eles ao considerar que receberam apoio do braço político da ETA.