Os países que participam da Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão (Isaf) reafirmaram hoje seu compromisso “a longo prazo” com esse país, health com o objetivo de impedir que o extremismo talibã ou o terrorismo da Al Qaeda recuperem o controle.
Em declaração assinada em Bucareste por 40 estados, page membros e não membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), information pills se destaca que a missão da Isaf se baseia em um mandato da ONU e foi solicitada pelo Governo afegão, além de lembrar que “a segurança euro-atlântica e internacional estão ligadas à estabilidade e ao futuro do Afeganistão”.
O documento assinala igualmente que o Afeganistão “é a prioridade-chave da Otan”, organização que exerce o comando da Isaf em todo o território.
A declaração, intitulada “Visão estratégica da Isaf”, pretende explicar com clareza à opinião pública porque estão desdobradas no Afeganistão as tropas internacionais (47 mil homens e mulheres), quais resultados estão sendo alcançados e quais são seus objetivos finais.
Em paralelo à cúpula de Bucareste, a Otan reuniu hoje, pela primeira vez, os líderes dos países que contribuem com a Isaf com soldados ou dinheiro, assim como os responsáveis das organizações internacionais envolvidas na reconstrução do país asiático.
O documento enfatiza a determinação dos aliados em “ajudar o povo e o Governo afegãos a construir um estado estável, seguro, próspero e democrático, que respeite os direitos humanos e longe da ameaça do terrorismo”.
“Nem nós nem nossos parceiros afegãos permitiremos que extremistas e terroristas como os talibãs ou a Al Qaeda recuperem o controle do Afeganistão ou o utilizem como base para o terror que ameaça os cidadãos e já causaram muito sofrimento em diversos países”, afirma o texto.
Os participantes da Isaf se guiarão por quatro princípios, começando pela declaração de que a presença no Afeganistão constitui “um compromisso firme e partilhado a longo prazo”.
Em segundo lugar, os membros da Isaf apóiam “uma liderança e responsabilidade afegãos reforçados”.
Reivindicam, em terceiro lugar, um “enfoque global” por parte da comunidade internacional no qual se coordenem os esforços civis e militares.
Por último, afirmam que buscarão “cooperação e compromisso crescentes com os vizinhos do Afeganistão, especialmente o Paquistão”.
O documento explica, por outro lado, que ao ajudar os afegãos, “se está defendendo os valores fundamentais compartilhado por todos (países membros)”.
“Embora ainda reste muito a fazer, o Afeganistão fez importantes progressos no desenvolvimento da democracia e na melhora da vida de seus cidadãos”, segundo os aliados.
No que tange a questão militar, os contribuintes da Isaf se comprometeram a proporcionar aos comandantes “os meios que necessitam para o êxito de sua missão, proporcionar o máximo de flexibilidade possível para o uso das forças”, completando que farão “tudo o que estiver a seu alcance” para evitar vítimas civis.
Os aliados expressam o desejo de que, a longo prazo, só as forças de segurança e as instituições afegãs possam assegurar a manutenção da lei no país.
“Esperamos que o papel da Isaf possa evoluir em direção a uma função principalmente de treino e assessoria”, assinala a declaração.