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Qatar desiste de mediar cessar-fogo entre Israel e Hamas, diz agência

País, que servia como um dos principais mediadores das conversas, toma decisão após meses de esforços sem êxitos

Redação Jornal de Brasília

09/11/2024 16h08

ministro catar

O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim al-Thani, durante uma reunião em Doha – 24.out.2024 – Nathan Howard/AFP

RECIFE, PE (FOLHAPRESS)

O Qatar desistiu de tentar mediar um acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas até que eles demonstrem disposição para negociar de fato, afirmou uma pessoa com conhecimento das tratativas à agência de notícias Reuters neste sábado (9).

A decisão se dá após meses de esforços inexitosos do país para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza -ele atuava na mediação do diálogo entre as partes hostis ao lado dos Estados Unidos e do Egito.

A única vez em que elas concordaram com uma trégua foi há um ano, contudo, quando mais de cem pessoas sequestradas pelo Hamas em meio aos ataques do 7 de Outubro voltaram para suas casas. Em contrapartida, Israel libertou 210 mulheres e crianças prisioneiros palestinos.

O país do Golfo também concluiu, segundo a pessoa que falou à Reuters, que o escritório político do Hamas em Doha “não serve mais a seu propósito”.

Não há confirmação de que o espaço será fechado oficialmente. Um integrante da cúpula do Hamas disse à agência AFP que o grupo não recebeu “nenhum pedido para sair” de Doha, onde o escritório funciona desde 2012.

O Qatar comunicou a decisão às duas partes e ao governo dos EUA, do qual é aliado. O país do Oriente Médio também enviou sinais de que pode voltar à negociação se as partes demonstrarem mais abertura ao diálogo.

A guerra na Faixa de Gaza completou um ano no mês passado. O conflito eclodiu em 7 de outubro de 2023, quando um ataque do grupo terrorista islâmico ao sul de Israel resultou na morte de mais de mil pessoas.

A resposta israelense no território palestino desde então deixou mais de 43 mil pessoas, segundo os cálculos de autoridades de saúde locais, ligadas ao Hamas.

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