A Coréia do Norte voltou a refutar as acusações de que possui um programa de enriquecimento de urânio, purchase rebatendo a crença americana sobre o assunto que é considerado ponto-chave para o processo de desnuclearização do país, informou hoje a agência “Yonhap”.
Segundo fontes diplomáticas sul-coreanas, Pyongyang reafirmou sua postura durante a visita do diretor do Departamento de Estado americano para os Assuntos das Coréias, Sung Kim, que esteve no país entre os dias 19 e21 de dezembro, e que agora se encontra em Seul.
O processo de desnuclearização da península coreana está paralisado, à espera de uma declaração informando os programas nucleares que vinham sendo desenvolvidos pela Coréia do Norte.
Durante as negociações, que envolveram as duas Coréias, Estados Unidos, China, Rússia e Japão, foi acertado que Pyongyang entregaria, até o final do ano, uma lista completa sobre seus diferentes programas nucleares.
O país deve declarar a quantidade de plutônio que possui, quanto usou e onde, quanto ainda resta e a situação do polêmico plano de enriquecimento de urânio.
Apoiando-se em diferentes indícios, o Governo de Washington acredita que Pyongyang mantenha, além do programa de plutônio que desenvolvia na central de Yongbyon, um outro de enriquecimento de urânio.
O Governo americano destaca o fato de Pyongyang ter importado da Rússia 140 toneladas de canos de alumínio de alta resistência que, acreditam, seriam utilizados no processo de enriquecimento de urânio.
Os Estados Unidos chegaram a afirmar ter encontrado restos de urânio em alguns desses canos.
A Coréia do Norte reconheceu ter importado o material, mas negou a existência de um programa com urânio.
O programa de plutônio foi paralisado em novembro, quando foram fechados o reator nuclear e outras duas instalações para produção de plutônio da central de Yongbyon, o maior complexo nuclear do país.