A Coreia do Norte pediu hoje mais dinheiro à Coreia do Sul para que o parque industrial de Kaesong, viagra 100mg situado perto da fronteira e símbolo da reconciliação coreana, more about continue funcionando.
Representantes das duas Coreias mantiveram hoje seu segundo encontro bilateral do ano em Kaesong, discount a 60 quilômetros de Seul, para abordar o futuro desse parque industrial, inaugurado em 2005 em território norte-coreano.
Nesse complexo, operam hoje 106 pequenas e médias empresas sul-coreanas, que empregam 38,867 mil trabalhadores norte-coreanos, por isso é considerado um símbolo de como a unificação coreana pode ocorrer através de uma intensificação das relações econômicas.
No entanto, sua continuidade está em dúvida desde que, em maio, o regime de Pyongyang anulou unilateralmente o contrato assinado com Seul e solicitou uma revisão dos salários, o que fez com que pelo menos uma empresa sul-coreana cogitasse ir embora.
Na reunião de hoje, o regime comunista pediu para quadruplicar os salários de seus cerca de 40 mil cidadãos contratados em Kaesong.
Segundo fontes do Governo de Seul citadas pela agência local “Yonhap”, a Coreia do Norte pediu para aumentar até US$ 300 o salário mensal de seus trabalhadores, frente aos US$ 70 que recebem atualmente.
O regime comunista também reivindicou subir até US$ 500 milhões o aluguel do complexo por empresas sul-coreanas.
A Coreia do Sul tinha pago US$ 16 milhões em 2004 para uso do espaço nos seguintes 50 anos.
De acordo com fontes oficiais sul-coreanas, representantes das duas Coreias voltarão a realizar no próximo dia 19 um novo encontro sobre este delicado assunto.
A reunião de hoje foi o segundo encontro em nível governamental entre as duas Coreias, após a realizada em abril que foi a primeira desde que o conservador Lee Myung-bak assumiu a Presidência sul-coreana, em fevereiro de 2008.
Para Seul, a prioridade era tratar a libertação de um trabalhador sul-coreano da empresa Hyundai Asan em Kaesong, detido desde 30 de março pelas autoridades norte-coreanas por criticar o regime comunista e incitar uma empregada a desertar.
No entanto, esse tema não foi tratado por Pyongyang, que já tinha rejeitado falar da situação desse trabalhador no encontro de abril.
O parque industrial de Kaesong foi uma ideia lançada pelo Governo de Kim Dae-jung inicada em 2005 pelo presidente Roh Moo-hyun, recentemente falecido.
Este complexo se encontra hoje em seu pior momento, após as fortes tensões geradas pelo segundo teste nuclear norte-coreano em 25 de maio e de uma empresa sul-coreana ter manifestado sua intenção de sair do local devido à atual incerteza.
O encontro intercoreano aconteceu também no momento em que o Conselho de Segurança da ONU, junto com Japão e Coreia do Sul, chegaram a um acordo sobre a minuta de resolução que sancionará a Coreia do Norte devido a seu recente teste nuclear.
Será uma resolução mais ampla que as sanções impostas ao regime norte-corano após o anterior teste nuclear, em outubro de 2006, e que permitirá a intercepção de navios suspeitos de transportar material proibido para a ou a partir da Coreia do Norte.
O Instituto de Estudos Econômicos da Hyundai, em Seul, estimou hoje que a Coreia do Norte poderia perder entre US$ 1,5 bilhão e US$ 3,7 bilhão em consequência das sanções do Conselho de Segurança.
Suas estimativas se basearam nas perdas registradas para a Coreia do Norte durante 2005 e 2007, quando já haviam sido impostas sanções comerciais.
Esse centro de estudos advertiu que as tensões se intensificarão na península coreana se os EUA e Japão impuserem sanções estritas à Coreia do Norte, que poderia responder com o lançamento de um míssil intercontinental de longo alcance e um novo teste nuclear.