Menu
Mundo

Putin e cena russa devem ser centro de atenções na cúpula do G8

Arquivo Geral

13/07/2006 0h00

O Congresso Nacional aprovou na noite de hoje o envio de avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e de destacamento de fuzileiros navais à República do Haiti para retirar brasileiros residentes naquele país.

A missão destacada também deverá evacuar cidadãos de países vizinhos ao Brasil, health information pills além de proteger as instalações diplomáticas brasileiras na capital da nação caribenha, abortion Porto Príncipe, em razão do "agravamento do conflito civil no território haitiano", segundo diz o texto do projeto aprovado no Congresso.

O projeto entrou na pauta da Comissão de Relações Exteriores do Senado em setembro do ano passado.

O Brasil comanda as tropas da missão de paz da Organização das Nações Unidas no país desde 2004, quando uma revolta popular derrubou o então presidente Jean Bertrand Aristide. Em fevereiro deste ano, o Haiti elegeu René Preval como novo presidente da República, após quase dois anos sem um comando escolhido pelas vias democráticas.

A eleição direta estava entre as exigências do Conselho de Segurança da ONU para autorizar a ida e a permanência de uma força militar no Haiti de modo a auxiliar o processo de paz.

No Senado, onde o envio da missão foi aprovado em caráter definitivo na noite passada, a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, crítica constante da estratégia militar no Haiti, alertou para a má gestão das forças brasileiras naquele país.

O Ministério da Defesa foi procurado, mas a assessoria de imprensa da pasta não estava disponível para comentar o assunto.

 

Os líderes do Grupo dos Oito (G8) devem fazer apenas comentários leves sobre suas diferenças a respeito da segurança no suprimento internacional de combustíveis durante uma cúpula marcada para começar na Rússia neste final de semana.

As críticas mais duras devem ser reservadas para o desempenho do presidente russo, side effects Vladimir Putin, web no âmbito da democracia. Putin comanda a cúpula pela primeira vez.

Diferente do que em geral acontece nesses encontros, caracteri zados por agendas de pouco impacto, os líderes do G8, segundo diplomatas, devem discutir formas de conter os programas nucleares do Irã e da Coréia do Norte.

Simultaneamente, negociadores russos e norte-americanos tentarão chegar a um acordo sobre o ingresso da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC). O acordo seria firmado por Putin e pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ainda no encontro.

Bush e outros líderes devem reunir-se no Palácio Constantine, hoje ricamente restaurado por iniciativa de Putin, que nasceu em São Petersburgo.

A grandiosidade do local da cúpula espelha os esforços da Rússia para reconquistar espaço no cenário internacional. O fato de o líder russo comandar o encontro é um dos pontos altos desses esforços.

Mas analistas de política afirmam que as autoridades do país usaram mandados de prisão e ações de intimidação para silenciar os adversários de Putin, o que colocaria a Rússia em rota de colisão com as demais democracias do G-8.

O comunicado final do encontro não deve fazer menção a essas desavenças.

Os líderes do grupo, ao contrário, abordariam o assunto em encontros bilaterais com Putin a fim de manif estar sua preocupação com o fato de o presidente estar concentrando poder demais em suas mãos, ao mesmo tempo que espreme a oposição e os grupos de pressão.

"Receber a cúpula do G8 em São Petersburgo também atribui responsabilidade à Rússia, porque falar em um futuro comum significa falar em uma comunhão de valores: a democracia, o império da lei, os direitos humanos, a liberdade", disse o presidente francês, Jacques Chirac. As declarações dele foram publicadas hoje pelo jornal de economia Les Echos.

Bush chega à capital imperial da Rússia amanhã. O dirigente afirmou que espera manter conversas "amenas" com Putin. E observou que traz na mala dois acordos comerciais para "dourar a pílula" diante dos russos.

Se acertado a tempo, um acordo poderá ser assinado por Putin e Bush para abrir caminho ao ingresso da Rússia na OMC. Um outro acordo, sobre o compartilhamento de tecnologia nuclear e de combustíveis com os demais países do mundo, também será negociado por russos e norte-americanos.

A Rússia – uma grande exportadora de petróleo e gás – escolheu a segurança no fornecimento de combustíveis para ser a peça central da cúpula. Mas, segundo diplomatas, o comunicado final terá poucas declarações de peso sobre o assunto.

A União Européia (UE) pressiona os russos para aderir a um pacto que abriria o setor energético do país a empresas estrangeiras. A Rússia tem resistido.

Os países do G8 descartaram a possibilidade de haver um conflito aberto durante a cúpula. Diplomatas dizem que o comunicado final espelhará os princípios do pacto, sem que a Rússia faça comprometimentos específicos.

As negociações sobre o comércio mundial realizadas durante a rodada de Doha, atualmente paralisadas, também devem ser abordadas na cúpula. O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, afirmou que o próximo final de semana poderia ser "uma das últimas oportunidades" para retomar a rodada.

Antecipando-se a eventuais declarações duras de seus parceiros de cúpula a respeito da democracia na Rússia, Putin disse recentemente que seu país estava pronto para ouvir "críticas bem intencionadas". Mas acrescentou que a Rússia não tolerará tentativas de usar a questão da democracia para interferir nos assuntos internos.

A Rússia diz que não impedirá a realização de protestos legítimos durante o encontro. O governo reservou um ginásio de esportes para que manifestantes possam fazer um fórum alternativo ao G8.

Mas os organizadores do fórum acusaram a polícia russa de prender, em estações de trem e em aeroportos, ativistas que se dirigem para o local.

 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado