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Mundo

Putin diz que Muro de Berlim contrariava a natureza

Arquivo Geral

08/11/2009 0h00

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, que nos anos 1980 trabalhou para o KGB soviético na Alemanha Oriental, disse que o Muro de Berlim era “antinatural” e a reunificação da Alemanha, inevitável.

“Certamente, era antinatural. Para mim, era evidente que no mundo atual é impossível reter um povo e este retido não pode estar”, afirma Putin no documentário “Muro”, que será exibido hoje à noite no canal russo “NTV”.

Segundo a agência “Interfax”, no programa Putin lembra que, quando foi enviado para Dresden como funcionário do serviço secreto soviético, a sensação que tinha em relação ao muro à divisão da Alemanha era de “irrealidade”.

“Aconteceu o que tinha que acontecer. A divisão da Alemanha não tinha nenhum futuro. Do ponto de vista histórico, não tinha nenhuma perspectiva. Estava claro desde o princípio que tinha que ter feito isso (criar duas Alemanhas)”, afirma no filme.

Para o ex-presidente russo, as autoridades soviéticas deveriam ter atuado de outra maneira na hora de defender os interesses da então União Soviética (URSS) na Alemanha Oriental, principalmente no que diz respeito à compensação econômica para o recuo das tropas.

“Mas acho que o mais importante foi feito. Surgiu um novo tipo de relação entre a Rússia e a Alemanha”, destacou.

Putin diz guardar uma lembrança indelével de seu primeiro encontro com o líder da República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental), Helmut Kohl, quando era assessor do popular prefeito de São Petersburgo, Anatoli Sobchak, entre o final dos 1980 e o começo dos anos 1990.

“Ainda hoje guardo uma viva lembrança desse encontro. Compreendi que na Europa e na Alemanha há pessoas no poder que, profunda e sinceramente, estão convencidos de que o futuro da Europa está vinculado às boas relações com a Rússia”, destacou.

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