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Mundo

PSOE inicia negociações para obter apoio ao novo Governo espanhol

Arquivo Geral

25/03/2008 0h00

O Partido Socialista da Espanha (PSOE) começou hoje, information pills com os nacionalistas catalães e bascos, uma rodada de contatos antes do estabelecimento do Parlamento, a fim de obter apoio à posse de José Luis Rodríguez Zapatero como presidente do Governo espanhol.

O secretário de organização do PSOE, José Blanco, é o encarregado de dirigir as negociações, abertas hoje junto ao porta-voz dos nacionalistas catalães moderados da Convergência e União (CiU), Josep Antoni Duran i Lleida, e com o representante do Partido Nacionalista Basco (PNV), Josu Erkoreka.

Os socialistas, que governam a Espanha desde 2004, venceram as eleições gerais de 9 de março deste ano, nas quais obtiveram 169 cadeiras, a apenas sete da maioria absoluta.

Essa diferença faz com que seja necessária a busca de apoios para garantir a posse de Zapatero em seu segundo mandato.

Além disso, também se negocia a composição dos diferentes órgãos do Congresso dos Deputados, em torno dos quais o trabalho do legislativo é organizado.

Os socialistas começaram a rodada de contatos com a CiU e o PNV, por serem a terceira e a quarta força política nacional – com onze e seis cadeiras, respectivamente -, atrás do conservador Partido Popular (PP), que é a segunda maior legenda, com 153 deputados.

Blanco se reunirá também com representantes de outros partidos minoritários e com o PP, que exerceu uma dura oposição no primeiro Governo de Zapatero através de um permanente embate, centrado na rejeição à política adotada pelo líder socialista quanto a organização ETA e às reivindicações nacionalistas.

O presidente do PP, Mariano Rajoy, disse hoje que não vai revelar a posição que a bancada conservadora deverá adotar em relação a Zapatero até que se conheça seu programa de Governo.

“Às cegas, ninguém dá seu voto. Nem a favor, nem contra, nem se abstém”, afirmou Rajoy.

Duran i Lleida, após a reunião com Blanco, a qual afirmou que foi centrada na configuração dos órgãos do Parlamento sem entrar na posse de Zapatero, afirmou que um eventual apoio ao socialista dependerá “de como serão as questões programáticas da legislatura”.

Uma das divergências entre os nacionalistas catalães e os socialistas é em relação à candidatura do ex-ministro da Defesa José Bono como presidente do Congresso dos Deputados, não apoiada pela CiU.

Com o PNV, o principal obstáculo é o plano anunciado pelo presidente do Governo regional do País Basco (lehendakari), Juan José Ibarretxe, de realizar um plebiscito, em outubro deste ano, sobre a relação futura do País Basco com a Espanha.

Zapatero já tinha advertido, quando Ibarretxe anunciou a consulta, de que esta não poderá acontecer porque essa possibilidade não está contemplada na Constituição espanhola.

Além disso, o plebiscito provoca tensões dentro do próprio PNV e foi a causa da saída de seu anterior presidente, Josu Jon Imaz.

A cerimônia de posse de Zapatero poderá acontecer em 7 e 8 de abril, informaram fontes do atual Governo.

Para que Zapatero seja investido no primeiro turno, é preciso conseguir os 176 votos que formam a maioria absoluta. Caso isto não aconteça, será necessário realizar uma segunda votação, na qual será suficiente a maioria simples.

Em 2004, a 12 cadeiras da maioria absoluta, os socialistas pactuaram com o bloco de maioria comunista Esquerda Unida (IU) e com os independentistas catalães de Esquerda Republicana de Catalunya (ERC), que sofreram uma forte baixa no domingo com a perda de três de cinco cadeiras, respectivamente.

Além das sondagens para a configuração do Parlamento e da posse de Zapatero, o atual cenário político espanhol vive as apostas sobre a composição do novo Governo.

Isso porque a saída de José Antonio Alonso do ministério da Defesa para a liderança da bancada socialista, poderá fazer com que, pela primeira vez, uma mulher fique à frente da pasta.



 

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