O número de mortos nos protestos que se espalharam pelo Irã há quase duas semanas chegou a pelo menos 192 neste domingo (11), segundo a organização Iran Human Rights, que monitora violações de direitos humanos no país.
De acordo com a ONG, sediada na Noruega, o total pode ser ainda maior, já que o bloqueio de internet imposto pelo regime dificulta a confirmação independente das mortes e dos confrontos registrados em diversas regiões.
O chefe da polícia iraniana, Ahmad-Reza Radan, afirmou que o “nível de confronto” contra os manifestantes foi intensificado desde o início das mobilizações.
Neste domingo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu que a população se afaste do que classificou como “terroristas e baderneiros”, ao mesmo tempo em que sinalizou disposição para dialogar com os manifestantes.
Pezeshkian também responsabilizou os Estados Unidos e Israel por, segundo ele, fomentarem instabilidade, caos e desordem no país em meio à crise política e social.