O Cairo tenta voltar à normalidade nesta quarta-feira, depois de milhares de manifestantes terem tomado na terça o centro da capital egípcia para exigir reformas políticas e econômicas e a renúncia do presidente do país, Hosni Mubarak, em uma jornada de protestos que terminou com o saldo de três mortos.
Segundo asseguraram à Agência Efe fontes dos serviços de segurança, durante a madrugada agentes antidistúrbios expulsaram à força manifestantes que estavam concentrados na praça de Tahrir (Libertação), na região central do Cairo.
Cerca de 150 manifestantes ficaram feridos e um número indeterminado foi detido durante a operação policial, que se prolongou entre 1h e 3h da hora local (21h e 23h de terça-feira pelo horário de Brasília) e que continuou com enfrentamentos e perseguições por ruas do centro da capital, segundo as fontes.
Já quatro horas depois o tráfego fluía normalmente na praça, onde três caminhões antidistúrbios faziam guarda e vários garis trabalhavam para recolher os restos dos protestos da véspera, como constatou a Efe.
Milhares de pessoas que se manifestaram na terça-feira em diferentes pontos do Cairo para exigir a queda de Mubarak, no poder desde 1981, o fim da lei de emergência e a realização de eleições limpas, se juntaram no centro da capital em uma concentração sem precedentes no país.
Houve manifestações também nas principais cidades do país, como Alexandria, Al Minya, Suez e Port Said, segundo as fontes, que informaram que pelo menos um policial e dois civis morreram durante a jornada de ontem.
O agente policial identificado como Ahmed Abdelaziz ficou ferido na praça de Tahrir após ser atingido por uma pedra e morreu no hospital, enquanto os dois civis faleceram na cidade de Suez por disparos de balas de borracha, informaram as fontes.
Em Suez, houve ainda 63 feridos, incluídos quatro agentes.