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Mundo

Protestos continuam na Tunísia e Governo pede para rezarem por mártires

Arquivo Geral

21/01/2011 12h00

Centenas de pessoas voltaram nesta sexta-feira a pedir na capital tunisiana a saída dos ministros do regime anterior ao Governo de transição, enquanto o Executivo pediu aos imames que rezassem nas mesquitas “em memória dos mártires da revolução” do país.

Cerca de mil tunisianos se reuniram na avenida central de Habib Bourguiba da capital gritando palavras de ordem e reivindicando a retirada do Governo dos ministros do presidente deposto, Zine el Abidine Ben Ali, segundo constatou a Agência Efe.

Os manifestantes – em sua maioria sindicalistas e estudantes -, contudo, não citaram a Reunião Constitucional Democrática (RCD), o partido do poder do anterior regime ao que o Governo expropriou todos os bens.

“Não aos ministros de Ben Ali” e “A revolução continua”, gritavam os participantes, que percorreram a principal avenida da capital controlada por barreiras policiais que os impediram de avançar.

A passeata ainda contava com várias bandeiras da União Geral dos Trabalhadores Tunisianos (UGTT), sindicato que desempenhou um papel fundamental na organização das revoltas sociais que expulsaram Ben Ali.

Os três representantes da UGTT no Governo de transição – dois ministros e um secretário de Estado – renunciaram esta semana em protesto pela presença em massa de ministros do regime anterior.

O movimento caiu pouco antes das 13h do horário local, para o momento de oração muçulmana das sextas-feiras.

O Ministério de Assuntos Religiosos insistiu nesta sexta-feira que os imames de todas as mesquitas do país rezassem “em memória dos mártires da revolução do povo tunisiano”, segundo um comunicado divulgado pela agência oficial “TAP”.

As palavras dos imames eram aguardadas com certa expectativa nesta sexta-feira, já que sob o regime de Ben Ali se encontravam submetidos a uma intensa vigilância policial.

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