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Mundo

Protesto afeta toda produção da Coca-Cola na Venezuela

Arquivo Geral

10/06/2008 0h00

O bloqueio de ex-trabalhadores que impede a entrada nas instalações da Femsa Coca-Cola na Venezuela pela terceira vez no ano afeta, visit this site a partir de hoje, side effects 100% da produção nacional, informou um porta-voz da multinacional.

Luis Ignacio Mayorca, diretor de Recursos Humanos da Femsa Coca-Cola na Venezuela, disse à emissora privada de televisão “Globovisión” que a retomada do bloqueio iniciado na sexta-feira passada afeta agora 22 centros de distribuição e as quatro fábricas de engarrafamento que há no país.

A paralisação é liderada por ex-concessionários e ex-transportadoras que pedem o pagamento de prestações salariais atrasadas, as quais Mayorca reiterou que não cabe à Femsa pagar.

Ele acrescentou que o bloqueio supõe deixar de comercializar 700 mil caixas de garrafas e latas do produto diariamente.

Mayorca calculou em US$ 15 milhões os prejuízos da empresa neste ano, com a soma dos dois bloqueios anteriores, que duraram vários dias em fevereiro e abril.

Estes foram precedidos de outros, mas o conflito em si começou em 2003, quando a concessão da Coca-Cola passou das mãos da empresa Hit da Venezuela, propriedade do magnata nacional Oswaldo Cisneros, à atual distribuidora Femsa.

A retomada dos bloqueios coincidiu com o anúncio do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que decidiu abandonar a mediação que realizava desde 2006 na busca de um acordo entre a empresa e os ex-trabalhadores.

“As exigências das ex-transportadoras não têm sustento jurídico”, porque seus casos já prescreveram ou foram sentenciados por outras instâncias, disse ao jornal “El Universal”, de Caracas, o magistrado do TSJ Juan Rafael Perdomo.

“Saiu de nossas mãos o problema. Isso agora fica em nível dos tribunais regionais” ou de negociações diretas ou com outros mediadores “entre a empresa e os ex-concessionários”, acrescentou.

Mayorca alertou para que a situação pode gerar “desabastecimento total aos consumidores” de bebidas de Coca-Cola e pediu que as autoridades governamentais garantam que o direito ao protesto de alguns não afete o direito a trabalhar de outros.



 

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