Menu
Mundo

Proposta de presidente argentino para a entrada do México no Mercosul é criticada

Arquivo Geral

31/07/2007 0h00

A proposta do presidente da Argentina, cialis 40mg Néstor Kirchner, online para que o México seja incorporado ao Mercosul foi recebida hoje com ceticismo e críticas na Argentina.

É “um erro monumental”, afirmou Roberto Lavagna, ex-ministro da Economia e candidato a presidente pela oposição nas eleições de 28 de outubro, em declarações publicadas hoje.

O candidato acredita que a entrada do México no bloco “seria um gravíssimo erro do ponto de vista econômico e estratégico”.

Segundo Lavagna, a proposta ignoraria a relação do México com os Estados Unidos, e caso seja concretizada, poderia afetar a competitividade do Brasil e da Argentina.

O ex-ministro declarou que a Argentina já cometeu “o erro” ao apoiar a entrada da Venezuela – que está em processo de adesão -, o que trouxe “efeitos claramente negativos para o Mercosul”.

Kirchner fez sua proposta esta segunda-feira no México, onde se encontra em visita oficial. O presidente argentino afirmou que os outros presidentes do Mercosul e também a Venezuela “estão absolutamente de acordo” com a integração do México ao bloco.

O presidente da Argentina – que assinou ontem um Acordo de Associação Estratégica com seu colega mexicano, Felipe Calderón – considerou “essencial” para o país a entrada do México no bloco e ressaltou que o “convite” é “permanente”.

Os jornais locais publicaram hoje em suas primeiras páginas a proposta de Kirchner para a integração do México ao bloco.

Clarín, o periódico mais vendido na Argentina, advertiu que “há um forte impedimento” para que a nação mexicana se integre ao bloco como membro pleno: a participação no NAFTA, o acordo de livre-comércio do qual fazem parte os EUA e o Canadá.

“México no Mercosul, por enquanto palavras”, é o título de um artigo do jornal de negócios “Ámbito Financiero”, no qual afirma que “apesar dos discursos amigáveis”, a associação do México com os EUA e o Canadá “é um impedimento para que se torne membro pleno” do bloco sul-americano.

Segundo o jornal, “esta possibilidade só poderia ocorrer se o Mercosul deixar de ser um mercado comum para se tornar uma zona de livre-comércio ou se o México renunciar ao Nafta”.

O jornal “La Nación” divulgou que fontes da comitiva argentina no México “relativizaram a incorporação (desse país ao Mercosul), não só pela oposição que, acreditam, imporia o Brasil, mas pela própria resistência mexicana”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado