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Mundo

Promotor português será encarregado do caso Madeleine

Arquivo Geral

10/09/2007 0h00

A Polícia portuguesa disse que vai encaminhar o caso Madeleine a um promotor, information pills para que avalie o que fazer com os indícios de que os pais da menina de quatro anos estariam envolvidos em sua possível morte.

O promotor João Cunha de Magalhães será responsável pelo caso e poderá decidir se os indícios contra Kate e Jerry McCann são sólidos, unhealthy pedir novas investigações e até chamá-los novamente para depor ou se apresentar ao juiz.

Como promotor do caso, segundo fontes jurídicas, poderá também pedir ao juiz medidas de controle mais severas, incluindo a prisão provisória dos McCann. Até agora, o casal só é obrigado a comunicar ausências superiores a cinco dias de seu domicílio, fixado no Reino Unido.

João Magalhães também deve se pronunciar sobre a situação do britânico residente em Portugal Robert Murat, o terceiro “argüido” (termo jurídico português para suspeito sob interrogatório) no caso e o primeiro que foi investigado.

Apenas um dia depois do retorno de Kate e Gerry ao Reino Unido, negando todas as acusações da Polícia Judiciária portuguesa, esta decidiu enviar à Promotoria o expediente de suas investigações. No entanto, ainda é preciso realizar algumas análises.

Desde que Madeleine desapareceu, no dia 3 de maio, na Praia da Luz, sul de Portugal, a Polícia realizou buscas por centenas de quilômetros, revistou casas e pertences de Murat e dos McCann. Além disso, interrogou os três e inúmeras pessoas de seu entorno.

Porém, nunca conseguiu indícios sólidos sobre o paradeiro da menina até que cachorros especialmente treinados e emprestados pela Polícia britânica detectaram vestígios de um corpo no apartamento alugado pelo casal. Rastros de sangue foram encontrados no automóvel, nas roupas e em outros bens dos McCann.

Embora todas as investigações sejam secretas, a Polícia deixou vazar à imprensa que os indícios contra os pais da menina podem ser judicialmente frágeis.

Vários meios de comunicação portugueses especularam que a Polícia teria pressionado o casal nos interrogatórios, em particular a mãe de Madeleine, a principal suspeita. Os policiais estariam buscando uma confissão, porque as provas encontradas não são conclusivas.

Segundo as primeiras análises das amostras detectadas pelos cães, realizadas também no Reino Unido, os restos de sangue têm um alto percentual do material genético da menina, mas sua confiabilidade não é plena.

Na seqüência de acontecimentos desde o desaparecimento de Madeleine – enquanto seus pais jantavam em um restaurante próximo ao quarto onde a menina dormia – os investigadores encontraram contradições nos depoimentos dos McCann e dos amigos britânicos que os acompanhavam.

Entretanto, a Polícia também não conseguiu encaixar nos fatos daquela noite e no comportamento de Kate e Gerry a possibilidade de morte acidental de sua filha e ocultação do cadáver da menina.

Os vestígios de sangue encontrados no automóvel alugado pelo casal também não correspondem à data do aluguel do veículo: 25 dias depois do desaparecimento de Madeleine.

João Cunha de Magalhães terá que analisar o trabalho da Polícia e decidir se há provas suficientes para abrir um processo penal ou se será preciso esperar o resultado de novas investigações.

Estas poderiam ser realizadas a partir da análise de amostras de material biológico que ainda não chegaram a Portugal do laboratório legista de Birmingham, no Reino Unido.

Porta-vozes policiais disseram hoje que as equipes de busca podem retomar seu trabalho nos próximos dias.

Quanto aos McCann, fontes jurídicas afirmaram que, segundo a orientação do promotor, Kate e Gerry podem ser interrogados em Portugal ou no Reino Unido. No entanto, o porta-voz policial português Olegário Sousa admitiu hoje que a ausência do casal dificulta a investigação.

Para essas e outras opções jurídicas, a vontade dos McCann e de seus advogados de cooperar com a Justiça é considerada determinante para que o caso, sem provas contundentes, não se perca em trâmites judiciais.

Por enquanto, os policiais disseram anonimamente à imprensa que temem pela súbita partida dos pais de Madeleine e pelas críticas deles e de seus familiares, que poderiam prejudicar a investigação. Eles acusam a Polícia portuguesa de falta de rigor em seu trabalho e de ter pressa para encerrar o caso.

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