O presidente do Banco Mundial (BM), prescription Robert Zoellick, shop advertiu hoje que o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU precisa de “pelo menos” US$ 500 milhões adicionais para “atender aos apelos de emergência” diante da alta mundial de preços dos produtos básicos.
Em artigo de opinião publicado hoje no jornal mexicano “Reforma”, medications o funcionário indicou que “Estados Unidos, União Européia, Japão e outros países devem tomar medidas urgentes para suprir” esse “déficit” do programa de alimentos das Nações Unidas.
Caso contrário, “muitos outros sofrerão e morrerão de fome”, disse Zoellick, que esta manhã iniciou uma visita de dois dias ao México, de onde, depois, partirá para Colômbia.
Segundo ele, a duplicação do preço dos alimentos durante os últimos três anos “poderia empobrecer ainda mais cerca de 100 milhões de habitantes de países pobres”.
Zoellick afirmou, além disso, que a falta de alimentos não será um problema “passageiro”, mas se manterá “pelo menos a médio prazo”, devido às novas realidades demográficas, à mudança nas dietas da população e do clima, ao preço da energia, aos biocombustíveis.
O titular do BM afirmou que esta situação afeta principalmente os mais pobres, e lembrou que as famílias de menor renda gastam dois terços de seu salário em alimentação.
Neste sentido, lembrou que a fome e a desnutrição são “as causas implícitas” da morte, a cada ano, de 3,5 milhões de crianças com menos de cinco anos no mundo.
Para Zoellick, que esta manhã se reuniu com a secretária de Educação do México, Josefina Vázquez Mota, é necessário “um novo acordo em matéria de política alimentícia mundial”.
Esse acordo deve se concentrar na fome, na desnutrição, no acesso e no abastecimento de alimentos, mas também na relação destes temas com a energia, rendimento das colheitas, mudança climática, marginalização da mulher e outros grupos vulneráveis, e o potencial de crescimento econômico na atual conjuntura internacional, disse.
Para ajudar aos países mais pobres, “é melhor o dinheiro ou os bônus que o apoio em produtos básicos, já que assim se poderá criar mercados de alimentos e produção agrícola no âmbito local”, opinou.
Zoellick ressaltou que o aumento da renda no setor agrícola “tem um poder três vezes maior de vencer a pobreza do que qualquer alta de renda em outros setores da economia”, já que 75% dos pobres do mundo vivem em zonas rurais e a maioria trabalha no campo.
O presidente do Banco Mundial visitará hoje um programa de desenvolvimento social na comunidade rural de Tepoztlán (a uma hora da capital mexicana) e se encontrará com estudantes na Cidade do México.
À tarde, Zoellick se reunirá com os diretores dos principais bancos de desenvolvimento do México e, à noite, visitará o Clube de Industriais da capital mexicana para um encontro com empresários do setor privado.