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Mundo

Produtos básicos começam a escassear na Espanha por greve de transportadoras

Arquivo Geral

11/06/2008 0h00

Entrou no terceiro dia a greve convocada pelas transportadoras autônomas na Espanha e que causou hoje graves distúrbios, approved o bloqueio dos acessos às cidades e a escassez de produtos básicos, enquanto o Governo e os sindicatos buscavam uma solução ao conflito.

O Governo continuou negociando com o Comitê Nacional de Transporte por Estrada (CNTC) e o chefe do Executivo, José Luis Rodríguez Zapatero, disse que está usando de todos os meios para garantir a liberdade de todos os cidadãos, lembrando que há 25 mil agentes policiais trabalhando para que isso aconteça.

Zapatero convocou sindicatos e empresários no dia 18 para analisar a crise, que tem muito a ver com a alta do petróleo, que causou aumento de 0,7% dos preços em maio e disparou a taxa anualizada da inflação na Espanha até 4,6%, o maior nível desde julho de 1995.

Com o protesto na rua e nas estradas, o ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, anunciou repressão e advertiu aos grevistas de que haverá “máxima firmeza” contra as ações ilegais para que os alimentos, os combustíveis, os produtos sanitários e as peças de automóveis cheguem a seus destinos.

Apesar disso, supermercados e lojas tradicionais começaram a ter problemas para repor os alimentos por causa dos protestos, segundo confirmaram fontes do setor.

A Federação de Indústrias de Alimentação e Bebidas (FIAB) denunciou que a impossibilidade de recolher mercadorias em fábrica ou de levar produtos para plataformas logísticas estrangula a atividade desta indústria e advertiu de fechamentos e demissões de trabalhadores.

A indústria do leite também anunciou que suas instalações estão saturadas e que terão que deixar de recolher leite dos criadores de gado.

A Ford anunciou que a produção será interrompida a partir desta noite pela falta de componentes.

Aos protestos se somará na sexta-feira a Confederação do Táxi na Espanha, que convocou hoje uma paralisação de 24 horas, que se prolongará outros dias se não for obtido um acordo tarifário.

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