A Procuradoria Geral da Rússia libertou dois suspeitos do assassinato da jornalista russa Anna Politkovskaya, page informaram hoje fontes judiciais. “Alexei Berkin e Oleg Alimov foram colocados em liberdade”, afirmou a fonte à agência “RIA Novosti”.
Na segunda-feira, o procurador-geral, Yuri Chaika, anunciou que dez pessoas tinham sido detidas, incluindo o mandante do crime. No dia seguinte, a Procuradoria apresentou acusações contra quatro chechenos, três deles irmãos, por “cumplicidade” no assassinato da jornalista, uma das maiores críticas ao Kremlin.
Segundo Chaika, o mandante do crime liderava uma quadrilha moscovita proveniente da Chechênia “especializada em assassinatos por encomenda”.
O procurador-geral revelou ainda que quatro agentes – na ativa e reformados – do Ministério do Interior e um do Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB) estariam envolvidos na morte da jornalista.
A publicação quinzenal “Novaya Gazeta”, onde Politkovskaya trabalhava desde 1999, criticou as declarações de Chaika, que afirmou que algumas forças fora da Rússia teriam interesse no assassinato da repórter, com o objetivo de desestabilizar a situação política no país.
No dia 7 de outubro de 2006, Politkovskaya foi baleada no peito e na cabeça na porta de sua casa, em Moscou, quando voltava das compras.
O assassinato foi cometido quando a jornalista preparava um artigo sobre as torturas sistemáticas realizadas na Chechênia, que foi publicado por seus colegas cinco dias após sua morte.
Politkovskaya, que nasceu em Nova York em 1958 em uma família de diplomatas soviéticos de origem ucraniana, tinha cidadania dupla, russa e americana.
Hoje, em Moscou, quando a jornalista completaria 49 anos, será realizado um ato em sua memória.