O vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, afirmou nesta segunda-feira em Havana que a Procuradoria boliviana estuda a procedência “e o que está por trás” do vídeo sobre o suposto suborno de uma testemunha no caso de terrorismo que se investiga no país.
“Esse vídeo tem que ser objeto de uma investigação”, disse García Linera, que se encontra de visita oficial em Cuba.
A oposição conservadora na Bolívia acusa o Governo de Evo Morales de subornar uma testemunha a fim de envolver empresários e outros líderes locais do departamento de Santa Cruz em uma suposta trama terrorista.
A denúncia se produziu após a difusão de um vídeo no qual uma pessoa identificada pelos meios de comunicação como o ex-alto funcionário do Ministério do Interior Carlos Núñez del Prado paga US$ 31,5 mil à testemunha Ignacio Villa e pede para ele fugir para a Argentina.
Segundo Linera, este episódio “não pode pôr em dúvida nem afetar” a investigação sobre a trama terrorista que, segundo o Governo de La Paz, nos anos de 2008 e 2009 tentou “colocar bolivianos contra bolivianos”, dividir o país e, inclusive, atentar contra a vida do presidente Morales.
O caso de terrorismo investigado remonta a abril de 2009, quando a Polícia matou três supostos mercenários e prendeu a outros dois em Santa Cruz.
Segundo as autoridades, os criminosos faziam parte de um grupo financiado pela oposição que pretendia assassinar Morales e formar milícias para declarar a independência de Santa Cruz.