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Mundo

Procurador português envia caso Madeleine ao juiz de instrução

Arquivo Geral

11/09/2007 0h00

O procurador João Cunha de Magalhães Menezes, treat responsável pelo caso da menina britânica Madeleine, enviou hoje o expediente policial sobre o desaparecimento da menina ao juiz de instrução criminal, que será o encarregado de fazer acusações ou retirar as suspeitas sobre os pais, segundo fontes oficiais.

O procurador, que podia ter adiado o envio do expediente e inclusive tê-lo desestimado se tivesse considerado o trabalho policial inadequado ou fraco, optou por enviá-lo imediatamente ao tribunal.

Em poder do procurador já havia hoje mais de mil páginas sobre quatro meses de investigações da Polícia, que, segundo diversas informações, se inclina pela tese de uma morte acidental da menina britânica de 4 anos, com a suspeita recaindo sobre os pais, Kate e Gerry McCann.

Segundo fontes jurídicas, o procurador pode ainda pedir novas investigações à Polícia, mas será o juiz que determinará os próximos passos legais no caso, que podem ocorrer em questão de horas, dias ou semanas.

A situação legal dos McCann em Portugal poderia mudar a partir de agora a pedido do procurador ou por iniciativa do próprio juiz, mas o crime do qual são suspeitos não prevê a medida cautelar mais severa, que é a prisão preventiva.

Enquanto isso, as investigações da Polícia Judiciária não foram dadas por encerradas, mas na segunda-feira entregou à Procuradoria parte de seus relatórios, e hoje levou mais vários volumes.

O diretor do corpo policial, Alipio Riveiro, reconheceu que ainda faltam resultados de análises de amostras enviadas ao Reino Unido, para onde os pais de Madeleine voltaram no domingo.

A imprensa portuguesa especula que as averiguações ainda podem durar, e Riveiro disse que as principais evidências encontradas pelos detetives não lançam certezas matemáticas sobre a possível morte da menina e as circunstâncias nas quais aconteceu.

No entanto, fontes anônimas do círculo dos investigadores revelaram à imprensa portuguesa e britânica que os vestígios biológicos encontrados no automóvel alugado pelos McCann 25 dias depois do desaparecimento de Madeleine são da menina, segundo os exames de DNA feitos em Birmingham.

Em meio ao silêncio oficial, imposto pela proibição legal de que a Polícia revele o conteúdo de suas investigações e inclusive o nome dos “argüidos” ou suspeitos, só se conhecem detalhes do trabalho policial através das informações vazadas à imprensa.

Na declaração pública mais explícita que as autoridades fizeram sobre o caso, Riveiro disse que, considerando as investigações, não acredita que a situação legal dos pais vá mudar, mas agora é o juiz quem tem a última palavra.

Ainda está pendente determinar a situação legal do terceiro “argüido”, Robert Murat, britânico que tem uma casa perto do quarto de hotel onde Madeleine desapareceu, na Praia da Luz (sul de Portugal), em 3 de maio.

Murat foi o único suspeito no caso até que, após longos interrogatórios, Kate e Gerry McCann foram também declarados “argüidos” na sexta-feira passada, informou seu advogado, e ficaram sujeitos – como única medida cautelar – a notificar ausências de mais de cinco dias de seu domicílio, fixado no Reino Unido.

O casal de médicos britânicos negou várias vezes qualquer relação com a hipotética de morte de sua filha, e insistem em pedir que a Polícia continue procurando a menina.

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