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Prisão de Guantánamo atrai protestos mundiais

Arquivo Geral

11/01/2007 0h00

O Ministério Público do Distrito Federal apresentou hoje a denúncia contra o fazendeiro Flávio Parente Macedo pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, viagra approved view lesão corporal, cost atentado violento ao pudor e tentativa de ocultação de cadáver.

Flávio Parente é acusado de matar o médico Fábio Henrique de Oliveira com golpes de porrete e disparos de arma de fogo em agosto do ano passado no condomínio Ville de Montagne, approved próximo ao Lago Sul.

De acordo com a denúncia da promotoria, Flávio Parente teria cometido o crime por motivo torpe, já que a vítima tinha um relacionamento amoroso com a ex-esposa do fazendeiro; utilizando meio cruel, ao espancar Fábio com um porrete; e com a impossibilidade de defesa, pois o médico estava sentado quando foi agredido, e os disparos foram feitos quando a vítima já estava desacordada.

Ainda no documento, a promotoria acusa o réu de ter espancado a ex-esposa e a enteada. Depois, ele ainda teria abusado sexualmente da adolescente e tentado esconder o corpo de Fábio.

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Manifestantes, order alguns com macacões laranja de prisioneiros, pharmacy fizeram protestos na quinta-feira em várias cidades do mundo exigindo o fechamento da prisão militar norte-americana de Guantánamo, onde há cinco anos há centenas de suspeitos de terrorismo detidos sem julgamento ou acusação formal.

Cerca de 12 pacifistas norte-americanos fizeram uma passeata até os portões da base militar, um encrave dos EUA no leste de Cuba. "Prisão de Guantánamo, lugar de vergonha, chega de tortura em nosso nome", gritavam eles.

"Se cães fossem tratados assim no meu país, haveria uma rebelião", disse Cindy Sherman, que se tornou uma das ativistas mais conhecidas dos EUA depois que seu filho foi morto no Iraque. O grupo deixou flores junto a uma cerca de arame farpado a cerca de sete quilômetros da base.

Os primeiros presos chegaram algemados, vendados e com macacões laranja logo depois do início da intervenção militar no Afeganistão em reação aos atentados de 11 de setembro de 2001. Mais de 770 suspeitos de ligação com os grupos Al Qaeda e Taliban já passaram por Guantá namo desde então, dos quais 395 permanecem e apenas 10 receberam acusações formais.

A propósito do quinto aniversário, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu em Nova York que a prisão seja fechada. O presidente George W. Bush já admitiu que o local prejudica a imagem dos EUA, mas nada fez para acabar com isso. No ano passado, ele sancionou uma lei que proíbe aos presos de Guantánamo contestar sua detenção junto às cortes norte-americanas.

Asif Iqbal, que passou dois anos em Guantánamo, voltou para protestar. Ele disse que era longamente interrogado, torturado com privaçã o do sono e obrigado a assinar uma falsa confissão. Acabou sendo solto sem nenhuma acusação. Zohra Zewawi, de Dubai, disse que seu filho Omar Deghayes, 37, preso há cinco anos no Paquistão, perdeu a visão de um olho devido a abusos dos guardas. "Não vamos desistir até que eles sejam soltos e que Omar volte à Inglaterra", disse ela.

Em Londres, um protesto organizado pela Anistia Internacional diante da embaixada dos EUA reuniu cerca de 300 ativistas, muitos deles de macac ão laranja, outros fantasiados como guardas americanos, simulando abusos contra os companheiros. "Se George Bush fosse um homem razoável, entenderia que está criando mais terrorismo contra os EUA", disse o britânico Moazzam Begg, solto em 2005 após dois anos em Guantánamo. 

"A maioria desses reféns no Iraque foi executada com macacões laranja devido aos sentimentos das pessoas em relação a Guantánamo", disse ele. Em Washington, cerca de cem pessoas exigiram o fechamento da prisão, diante da Suprema Corte. Larry Cox, da Anistia Internacional, disse que Guantánamo "se tornou um símbolo mundial para abusos aos direitos humanos e políticas inadequadas executadas em nome da guerra ao terrorismo. Isso trouxe vergonha à nossa nação".

Em Melbourne, manifestantes se reuniram diante de prédios públicos para exigir que o governo obtenha a libertação de David Hicks, único australiano mantido em Guantánamo.

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